Principais Termos do Dicionário da Confeitaria

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Acetato: Material plástico flexível e transparente, amplamente utilizado na confeitaria para diversas aplicações. É especialmente útil na decoração de bolos e doces, pois pode ser usado para criar moldes, formas e detalhes decorativos que são fáceis de remover depois de secos ou resfriados. O acetato também é popular na preparação de camadas e moldagem de chocolates, ajudando a manter uma apresentação limpa e profissional. Por exemplo, é comum usar acetato para criar faixas lisas de chocolate ao redor de bolos ou para moldar cascas de chocolate que decoram sobremesas sofisticadas.

Alisar: Técnica que consiste em retirar as irregularidades de uma preparação e nivelar a superfície de uma cobertura ou massa. É fundamental para obter um acabamento profissional em bolos cobertos com buttercream, ganache ou pasta americana. Utiliza-se espátulas próprias para alisar, movimentando-as de forma suave e contínua ao redor do bolo, geralmente colocado sobre uma bailarina giratória. Um bolo bem alisado serve como base perfeita para decorações mais elaboradas.

Almíscar: Aromatizante natural com fragrância intensa e marcante, usado em algumas preparações doces e sobremesas, especialmente em confeitaria tradicional de algumas culturas. Possui aroma característico e deve ser usado com moderação para não sobrepor outros sabores.

Amandine: Termo utilizado na língua inglesa indicando que um prato contém ou é guarnecido com amêndoas. Pode referir-se tanto a preparações cobertas com amêndoas laminadas quanto a massas que incorporam farinha de amêndoas em sua composição, como em tortas e bolos franceses.

Amaretti: Biscoitos italianos tradicionais feitos de amêndoas, açúcar e claras de ovo, com textura crocante por fora e levemente macia por dentro. Possuem sabor intenso de amêndoas e são frequentemente aromatizados com amaretto ou essência de amêndoa amarga. São servidos como acompanhamento de café ou usados esfarelados em sobremesas.

Amaretto: Licor italiano de amêndoa com sabor doce e aromático, usado para aromatizar sobremesas, bolos, trufas e recheios. É especialmente popular em tiramisù e pode ser usado para embeber massas de pão de ló, conferindo um toque sofisticado às preparações.

Amido de milho: Pó branco e fino extraído do milho, também conhecido como maisena. É usado para engrossar cremes, pudins e recheios, além de dar leveza e textura macia a bolos quando adicionado à farinha de trigo. Ajuda a criar preparações mais delicadas e menos densas.

Amêndoas laminadas: Amêndoas fatiadas finamente em lâminas uniformes, usadas para decorar bolos, tortas e doces, além de adicionar crocância. Podem ser torradas para intensificar o sabor e são frequentemente usadas em coberturas de bolos europeus e em preparações como o Bolo Cuca.

Aparador: Mesa de trabalho robusta e ampla utilizada na confeitaria profissional para realizar diversas etapas de preparo, como amassar, modelar, decorar e montar sobremesas. Geralmente possui superfície em inox ou mármore, materiais que facilitam a higienização e mantêm a temperatura adequada para trabalhar com massas.

Araruta: Fécula extraída da raiz da planta de araruta, usada como espessante natural em cremes, molhos e pudins. É uma alternativa ao amido de milho, com sabor neutro e excelente capacidade de criar texturas suaves e translúcidas. É especialmente valorizada por ser de fácil digestão.

Aroma: Substância concentrada, natural ou artificial, que confere sabor e aroma característicos às preparações de confeitaria. Exemplos incluem essência de baunilha, aroma de morango, café, coco, entre outros. Deve ser usado em pequenas quantidades devido à sua alta concentração.

Assar: Técnica que consiste em cozinhar uma preparação no forno através do calor seco. É o método utilizado para bolos, tortas, biscoitos, pães doces e diversas outras receitas de confeitaria. A temperatura e o tempo de forno variam conforme a receita e o resultado desejado.

Avelã: Fruto seco de sabor delicado e levemente adocicado, utilizado inteiro, moído, torrado ou em forma de pasta para dar sabor a diversas sobremesas, chocolates, cremes e massas. É ingrediente principal de preparações como o Nutella e pralinés, e combina perfeitamente com chocolate.

Açúcar: Adoçante cristalino obtido principalmente da cana-de-açúcar ou beterraba. É ingrediente fundamental na confeitaria, não apenas para adoçar, mas também para dar estrutura, textura, cor e conservação aos produtos. Existem diversos tipos de açúcar, cada um com características e aplicações específicas.

Açúcar cristal: Tipo de açúcar com grãos maiores, transparentes e uniformes, mais refinado que o açúcar demerara. É usado em receitas onde se deseja cristais visíveis, como decoração de pães doces e biscoitos, ou em caldas e caramelos por sua facilidade de dissolução.

Açúcar de confeiteiro: Açúcar refinado moído até virar um pó muito fino, usado para polvilhar bolos, tortas e biscoitos, além de ser ingrediente essencial em glacês, coberturas e buttercreams. Proporciona textura aveludada e dissolve-se rapidamente.

Açúcar demerara: Tipo de açúcar com grãos grandes, irregulares e cor marrom clara ou dourada, menos processado que o açúcar branco. Possui sabor mais rico com leves notas de caramelo, sendo valorizado por seu perfil sensorial diferenciado e por reter alguns minerais da cana-de-açúcar.

Açúcar impalpável: Versão ainda mais fina do açúcar de confeiteiro, composto por açúcar refinado ultrafino misturado com uma pequena quantidade de amido de milho para evitar a formação de grumos. É ideal para coberturas extremamente lisas, glacês delicados e decorações refinadas.

Açúcar invertido: Mistura líquida de glicose e frutose obtida pela hidrólise (quebra) da sacarose. É usado em confeitaria profissional para manter a umidade de bolos e doces, evitar a cristalização de caramelos e glacês, além de melhorar a textura e prolongar a vida útil dos produtos.

Açúcar mascavo: Açúcar não refinado ou minimamente refinado, com cor escura e sabor intenso de melaço ou rapadura. Retém minerais e nutrientes da cana-de-açúcar e é usado em receitas rústicas, cookies, brownies e preparações onde se deseja um sabor mais robusto e caramelizado.

Açúcar perlado: Pequenas pérolas ou grânulos de açúcar comprimido que não derretem durante o cozimento, mantendo sua forma e crocância. São usadas para decorar pães doces, brioches, cookies e outros produtos, adicionando textura crocante e aspecto artesanal.


Baba au rhum: Bolo esponjoso francês tradicional embebido generosamente em calda de rum, açúcar e especiarias. Possui textura úmida e sabor intenso do licor, sendo geralmente servido com creme chantilly. É assado em formas individuais ou em formatos maiores tipo savarin.

Baba de moça: Cobertura cremosa brasileira tradicional à base de gemas, açúcar e leite condensado, cozida até atingir consistência espessa e brilhante. Possui cor amarelo-dourada intensa e sabor adocicado característico, sendo usada para cobrir bolos caseiros e tortas.

Banho-maria: Técnica de cozimento ou aquecimento indireto onde um recipiente com a preparação é colocado sobre ou dentro de outro recipiente contendo água quente. Permite aquecimento suave e uniforme, ideal para derreter chocolate, preparar cremes delicados e cozinhar preparações que não podem receber calor direto intenso.

Banho-maria (assar): Técnica de assar em que a forma com a preparação é colocada dentro de uma assadeira maior contendo água quente. A água entra em contato com a forma, distribuindo o calor de forma suave e úmida. É essencial para pudins, flans, cheesecakes e preparações que precisam de cozimento delicado sem ressecamento.

Batedeira: Aparelho elétrico fundamental na confeitaria, usado para bater, misturar e aerar ingredientes. Existem batedeiras domésticas portáteis e modelos profissionais planetárias (com batedor, gancho e fouet intercambiáveis), que facilitam o trabalho com massas pesadas, cremes e claras em neve.

Bater: Técnica que consiste em combinar ingredientes com movimentos circulares rápidos e vigorosos para criar uma mistura homogênea e bem incorporada. Pode ser realizada com fouet, colher de pau, batedeira elétrica ou liquidificador, dependendo da consistência desejada e do volume da preparação.

Bater para aerar: Técnica de mexer um ingrediente com movimento circular rápido e contínuo para incorporar ar e aumentar significativamente o volume. É a técnica usada para preparar claras em neve, creme chantilly e algumas massas de bolo que dependem da aeração para ficarem leves e fofas.

Bater com fouet: Técnica específica que utiliza o batedor de arame (fouet) para misturar, bater, aerar e suavizar ingredientes, tornando-os espumosos, cremosos ou homogêneos. O movimento deve ser rápido e constante, aproveitando a estrutura dos arames para incorporar ar eficientemente.

Baunilha: Vagem aromática da orquídea baunilha, considerada uma das especiarias mais valiosas do mundo. Possui aroma doce, floral e complexo, sendo usada em praticamente todas as áreas da confeitaria. As sementes pretas dentro da vagem (caviar de baunilha) são especialmente valorizadas e podem ser raspadas para uso em cremes, massas e coberturas.

Bavaroise: Sobremesa cremosa e elegante à base de creme de leite, gelatina e creme inglês (ou gemas batidas), geralmente aromatizada com frutas, chocolate, café ou licores. Possui textura suave e aerada, sendo tradicionalmente servida gelada e desmoldada. É uma preparação clássica da confeitaria francesa.

Beijinho: Doce brasileiro tradicional feito de leite condensado, coco ralado e manteiga, cozido até o ponto de enrolar. É moldado em bolinhas, passado em coco ralado ou açúcar cristal e decorado com um cravo-da-índia no topo. É presença garantida em festas de aniversário junto com brigadeiros.

Bicarbonato de sódio: Agente levedante químico usado em massas de bolos, biscoitos e pães doces para ajudar no crescimento e proporcionar leveza. Reage com ingredientes ácidos (como iogurte, limão ou mel) liberando gás carbônico, que forma bolhas e faz a massa crescer.

Bicos de confeiteiro: Ferramentas cônicas de metal ou plástico com diferentes formatos de abertura, acopladas a mangas (sacos) de confeitar. São utilizados para decorar bolos, cupcakes e tortas com cremes, glacês e chantilly, criando diversos efeitos como rosetas, estrelas, folhas, escritas e bordas elaboradas.

Biscoito: Pequeno produto de panificação seco e geralmente crocante, que pode ser doce ou salgado. Na confeitaria, os biscoitos doces variam desde os simples amanteigados até elaborados cookies recheados, sendo consumidos como petiscos, sobremesas ou acompanhamentos de bebidas.

Blanchir (as gemas e o açúcar): Termo francês que designa a técnica de bater vigorosamente as gemas com o açúcar em movimentos rápidos e circulares, até que a mistura se torne clara (quase branca), volumosa e cremosa. Este processo geralmente atinge o “ponto de fita”, quando a mistura cai do batedor formando uma fita que demora a se dissolver. É etapa fundamental em muitas receitas de bolos e cremes.

Blind baking: Termo inglês para a técnica de pré-assar ou assar completamente a base de uma torta ou quiche antes de ser recheada. A massa é forrada na forma, coberta com papel manteiga ou alumínio e preenchida com pesos para confeitaria (ou feijões, arroz) para evitar que a massa infle ou deforme durante o cozimento. Garante bases crocantes e bem estruturadas.

Bolear: Técnica de moldar massas, especialmente de pães e bolos, formando uma bola lisa e uniforme com superfície tensa. O processo envolve girar a massa com as mãos ou contra a bancada em movimentos circulares, desenvolvendo a estrutura do glúten e garantindo fermentação uniforme. É essencial para pães redondos, brioche e pizzas.

Bolo chiffon: Tipo de bolo americano extremamente leve, úmido e esponjoso, feito com óleo vegetal (em vez de manteiga), ovos, açúcar, farinha, fermento e aromatizantes. A textura especial vem da combinação de claras batidas em neve incorporadas delicadamente à massa. É tradicionalmente assado em formas altas com tubo central.

Bolo de rolo: Tradicional doce brasileiro de Pernambuco, considerado patrimônio cultural imaterial. É composto por camadas finíssimas de massa de bolo enroladas com recheio de goiabada ou outros sabores, formando um espiral denso e úmido. Requer habilidade e técnica para obter camadas uniformes e delicadas.

Bourbon: Tipo de uísque americano produzido principalmente no Kentucky, feito com pelo menos 51% de milho. Possui sabor adocicado com notas de caramelo, baunilha e carvalho. É usado em confeitaria para aromatizar bolos, trufas, caramelos e molhos, especialmente em receitas sul-americanas como o chocolate bourbon pecan pie.

Branquear as gemas: Processo de bater gemas de ovo com açúcar vigorosamente até que a mistura fique mais clara (esbranquiçada), cremosa e volumosa. Este processo incorpora ar, dissolve o açúcar completamente e cria uma base aerada para diversas sobremesas como mousses, cremes e massas. O resultado é uma textura mais leve e homogênea no produto final.

Brigadeiro gourmet: Versão sofisticada e refinada do brigadeiro tradicional brasileiro, feita com ingredientes de alta qualidade como chocolate belga, manteiga clarificada, leite condensado de primeira linha e diversas variações criativas de sabor (pistache, maracujá, café, limão siciliano, etc.). São menores, mais elaborados e frequentemente decorados com técnicas profissionais.

Brioche: Pão doce francês tradicional com massa extremamente macia, aerada e amanteigada, enriquecida com ovos, manteiga e um pouco de açúcar. Possui cor dourada característica e textura que lembra bolo. É versátil, servido puro no café da manhã ou usado como base para sobremesas como french toast e pudins.

Brûlée: Técnica francesa de caramelizar uma camada de açúcar na superfície de sobremesas usando um maçarico culinário ou calor direto intenso, criando uma crosta crocante e caramelizada. É a técnica característica do crème brûlée, mas pode ser aplicada em outras preparações cremosas.

Buttercream: Cobertura e recheio cremosos feitos principalmente de manteiga batida com açúcar de confeiteiro, podendo incluir claras de ovos, leite ou outros ingredientes dependendo do tipo. Existem várias versões (americano, suíço, italiano, francês), cada uma com textura e sabor distintos. É muito usado para decorar bolos devido à sua estabilidade e facilidade de trabalho.

Buttercream suíço: Tipo específico de buttercream feito aquecendo claras de ovos com açúcar em banho-maria até dissolução completa e temperatura segura, batendo depois até esfriar e formar merengue, ao qual se adiciona manteiga. Resulta em cobertura extremamente suave, sedosa, leve e menos doce que o buttercream americano, sendo preferido por confeiteiros profissionais.

Buttermilk: Leite fermentado ácido com consistência cremosa, usado na confeitaria para dar maciez extrema, umidade prolongada e leveza aos bolos. Reage com bicarbonato produzindo textura aveludada. Pode ser comprado pronto ou feito caseiramente adicionando limão ou vinagre ao leite comum e deixando descansar.

Béchamel: Molho branco clássico francês à base de leite, manteiga e farinha de trigo (roux branco). Embora mais comum em preparações salgadas, pode ser adaptado com açúcar e aromatizantes para base de cremes e recheios doces em algumas receitas tradicionais europeias.


CMC (carboximetilcelulose): Aditivo em pó amplamente utilizado na confeitaria como espessante, estabilizante e fortalecedor. É especialmente importante na preparação de pasta americana, pastilhagem e decorações de açúcar, pois melhora a elasticidade, acelera a secagem, aumenta a resistência e permite criar peças mais finas e detalhadas sem quebrar.

Cacau: Semente do cacaueiro (Theobroma cacao), ingrediente base para a produção de chocolate. As sementes são fermentadas, secas, torradas e processadas para produzir diversos derivados: chocolate, cacau em pó, manteiga de cacau e nibs de cacau, todos fundamentais na confeitaria.

Cacau em pó: Pó escuro e aromático feito a partir das sementes de cacau torradas e moídas, com a maior parte da manteiga de cacau removida. Existem versões naturais (ácidas) e alcalinizadas/Dutch process (sabor mais suave e cor mais escura). É usado em bolos, brownies, mousses, coberturas e para decoração.

Cacau nibs: Pedaços quebrados de sementes de cacau torradas, com textura crocante e sabor intenso de chocolate puro e ligeiramente amargo. São usados para adicionar crocância e sabor profundo a sobremesas, biscoitos, barras de chocolate e como topping de bolos e sorvetes.

Calda: Líquido açucarado preparado fervendo açúcar com água, suco, café, licores ou outros líquidos aromatizantes. É usado para umedecer e aromatizar camadas de bolos e tortas, conferindo maciez, sabor e prolongando a validade. A concentração varia conforme o uso desejado.

Calda de açúcar: Mistura de açúcar e água aquecida a diferentes temperaturas para atingir pontos específicos (ponto de fio, bala mole, bala dura, caramelo, etc.). Cada ponto tem características e aplicações distintas na confeitaria, sendo usado em merengues, caramelos, fondants, marshmallows e diversas outras preparações.

Caramelo: Preparação obtida aquecendo açúcar até que derreta completamente e atinja coloração dourada ou marrom, desenvolvendo sabor complexo, levemente amargo e aromático. Pode ser usado puro como cobertura, misturado com creme para fazer caramelo salgado, ou como base para diversas sobremesas e decorações.

Caramelizar: Técnica de transformar o açúcar de mesa em caramelo através do aquecimento, resultando em mudança de cor (do transparente ao âmbar-escuro) e desenvolvimento de sabores complexos. Também se refere ao processo de dourar a superfície de preparações ricas em açúcar sob calor intenso.

Chantilly: Creme batido feito de creme de leite fresco (mínimo 35% de gordura) batido com açúcar até formar picos firmes. Tem textura leve, aerada e sabor delicado, sendo usado como cobertura, recheio ou acompanhamento de bolos, tortas, mousses, frutas e sobremesas diversas. Deve ser mantido refrigerado.

Chocolate: Produto sólido ou líquido feito com a massa do cacau (ou líquor de cacau), podendo conter manteiga de cacau, açúcar, leite e outros ingredientes. Existem diversos tipos: ao leite, meio amargo, amargo, branco, ruby, cada um com percentuais diferentes de cacau e aplicações específicas na confeitaria.

Chocolate Forneável: Tipo especial de chocolate desenvolvido para processos industriais e de panificação, projetado para manter sua forma durante o cozimento em forno. Contém gorduras especiais que evitam o derretimento completo, sendo ideal para cookies com gotas de chocolate, pães e bolos onde se deseja pedaços visíveis após assar.

Choux (massa): Massa leve, úmida e aerada preparada cozinhando água, manteiga, farinha e sal, depois incorporando ovos. Durante o cozimento no forno, o vapor interno faz a massa inflar criando um interior oco. É usada para fazer éclairs, profiteroles, carolinas, bombas e outros doces clássicos franceses.

Clafoutis: Sobremesa francesa rústica composta por frutas (tradicionalmente cerejas) dispostas em uma forma e cobertas com uma massa líquida semelhante a pudim ou flan, depois assada até dourar. Possui textura entre um pudim e um bolo, sendo servida morna ou fria.

Coagular: Processo em que proteínas presentes em líquidos como creme, leite ou ovos se ligam entre si quando aquecidas gradualmente até temperatura específica, transformando a consistência líquida em espessa e cremosa. É o princípio por trás de cremes como o creme inglês e pudins. Aquecimento excessivo causa separação indesejada (talhar).

Cobertura: Camada externa de creme, ganache, glacê, pasta americana, fondant ou outro ingrediente que reveste completamente ou parcialmente bolos, tortas e doces. Além da função estética, protege a massa de ressecamento e adiciona sabor e textura.

Cobertura de fondant: Cobertura lisa, brilhante e açucarada feita de açúcar, água e glucose (ou xarope de milho), aquecida até ponto específico e depois trabalhada até ficar opaca e cremosa. É aquecida levemente para uso, criando acabamento impecavelmente liso e profissional em petit fours e bolos tradicionais franceses.

Cobertura de ganache: Mistura emulsionada de chocolate derretido com creme de leite quente, resultando em preparação cremosa, brilhante e aveludada. Dependendo da proporção chocolate/creme, pode ser usada líquida para cobertura espelhada, em consistência média para rechear ou, fria e batida, como cobertura mais firme e aerada.

Cobertura de merengue: Merengue italiano ou suíço usado para cobrir bolos e tortas, criando picos decorativos que podem ser tostados com maçarico para efeito caramelizado. É leve, doce e dissolve-se na boca, sendo tradicionalmente usado em tortas de limão e bolos celebrativos.

Cobrir: Técnica de revestir completamente um ingrediente ou preparação com outro ingrediente, formando uma camada protetora ou decorativa. Exemplos incluem biscoitos cobertos de chocolate, frutas cobertas com glacê, trufas cobertas com cacau em pó ou coco ralado.

Compota: Conserva doce feita cozinhando frutas em calda de açúcar até ficarem macias e o líquido engrossar. Mantém pedaços de fruta visíveis e é usada como recheio de bolos e tortas, acompanhamento de sobremesas ou consumida pura. Difere da geleia por conter pedaços de fruta.

Confeitar: Ato de decorar bolos, tortas e outros doces com coberturas, glacês, cremes, frutas, flores de açúcar e outros elementos ornamentais. Envolve técnicas artísticas e precisão para criar apresentações atraentes e profissionais.

Confeiteiro: Profissional especializado em preparar, decorar e criar doces, bolos, tortas, sobremesas e produtos de confeitaria. Requer conhecimento técnico de ingredientes, métodos de preparo, decoração artística e, frequentemente, habilidades em escultura de açúcar e chocolate.

Confeito belga: Bombom sofisticado originário da Bélgica, mundialmente reconhecido por sua qualidade excepcional. Caracteriza-se pelo uso de chocolate belga de primeira linha, recheios cremosos e sabores equilibrados (praliné, ganache, licores, frutas), técnicas artesanais refinadas e apresentação impecável. Representa o padrão de excelência em chocolates finos.

Confitar: Técnica de cozinhar lentamente alimentos imersos em gordura (azeite, óleo ou manteiga) em temperatura baixa e controlada até ficarem macios, suculentos e saborosos. Na confeitaria, é especialmente usado para frutas (laranja confitada, gengibre confitado), preservando textura delicada e criando sabores concentrados.

Coulis: Calda espessa e vibrante de frutas vermelhas (framboesa, morango, amora) ou outras frutas, feita batendo as frutas frescas ou cozidas com açúcar e passando por peneira para remover sementes. Possui sabor intenso e cor viva, sendo usado para decorar pratos, acompanhar sobremesas ou como camada em tortas e mousses.

Creme anglaise (creme inglês): Creme clássico francês líquido e aveludado à base de leite, gemas e açúcar, cozido delicadamente até engrossar levemente (ponto napê). Aromatizado tradicionalmente com baunilha, serve como molho para acompanhar sobremesas, base para sorvetes e cremes bavarian, ou recheio de bolos e éclairs.

Creme chantilly: Creme de leite fresco (com mínimo 35% de gordura) batido vigorosamente com açúcar e, opcionalmente, essência de baunilha, até formar picos firmes mas ainda cremosos. Deve ter textura leve e aerada, sendo usado como cobertura decorativa, recheio de bolos e tortas, ou acompanhamento de frutas e sobremesas. Extremamente sensível ao calor.

Creme de confeiteiro (creme pâtissière): Creme espesso e cremoso à base de leite, gemas, açúcar e amido de milho (ou farinha), cozido até engrossar completamente. É um dos cremes fundamentais da confeitaria, usado para rechear éclairs, carolinas, mil-folhas, tortas de frutas e bolos. Pode ser aromatizado com baunilha, chocolate, café, frutas ou licores.

Creme de manteiga e açúcar (fazer): Técnica fundamental em confeitaria que consiste em bater manteiga em temperatura ambiente com açúcar vigorosamente até incorporar bolhas de ar, resultando numa mistura fofa, clara e cremosa. Esta técnica é essencial na preparação de bolos pelo método cremoso, pois o ar incorporado ajuda no crescimento e na textura fofa do bolo.

Crepe: Massa finíssima e delicada de origem francesa, feita com farinha, ovos, leite e manteiga, cozida em frigideira até formar discos finos e flexíveis. Pode ser servida com recheios doces (Nutella, frutas, doce de leite, açúcar e limão) ou salgados, sendo dobrada ou enrolada. Versátil e elegante.

Cristalização: Formação de cristais em substâncias como açúcar, chocolate ou caldas. Pode ser intencional (como no açúcar cande) ou indesejada (quando caldas ou caramelos cristalizam prematuramente, criando textura arenosa). É evitada usando glucose, ácidos ou controlando temperatura e agitação.

Crocante: Preparação doce com textura dura e quebradiça, geralmente feita caramelizando açúcar e incorporando nozes ou castanhas picadas. Resultado é espalhado fino para endurecer e depois quebrado em pedaços irregulares. É usado como cobertura decorativa, elemento de textura em sobremesas ou consumido como doce independente.

Croissant: Ícone da panificação francesa, pão folhado em formato de meia-lua ou crescente, feito com massa fermentada laminada com manteiga criando múltiplas camadas crocantes e aeradas. Possui exterior dourado e crocante com interior macio e amanteigado. Pode ser recheado com chocolate, amêndoas ou outros ingredientes.

Crème brûlée: Sobremesa francesa clássica e elegante composta por um creme rico e sedoso feito com creme de leite, gemas e açúcar, aromatizado com baunilha e cozido em banho-maria. A superfície é polvilhada com açúcar e caramelizada com maçarico momentos antes de servir, criando uma crosta crocante contrastante com o creme cremoso.

Crème caramel (pudim): Sobremesa à base de creme de leite, leite e ovos, aromatizada com baunilha, cozida em banho-maria em formas individuais previamente caramelizadas. Após resfriamento e desenformação, o caramelo se transforma em calda líquida que envolve o pudim. Conhecido como flan em alguns países ou pudim de leite no Brasil.

Cupcake: Pequeno bolo individual assado em forminhas de papel dentro de assadeiras próprias, geralmente decorado com coberturas elaboradas de buttercream, ganache ou cream cheese em swirls (espirais) generosos. Popularizado nos EUA, é versátil em sabores e decorações, sendo ideal para festas e eventos.


Dacquoise: Massa leve, crocante por fora e levemente mastigável por dentro, feita com claras em neve batidas com açúcar e farinha de amêndoas (ou avelãs, pistache). É assada em camadas finas e usada como componente de tortas e entremets sofisticados, intercalada com cremes e mousses.

Damasco: Fruto seco (apricot desidratado) de sabor doce-ácido e textura mastigável, amplamente usado em recheios de tortas, decorações de bolos, massas de pães doces e como acompanhamento. Pode ser reidratado em líquidos ou usado diretamente. A geleia de damasco é clássica para cobrir e dar brilho a tortas de frutas.

Damasquino: Técnica decorativa refinada que consiste em embutir ou inserir fios, lâminas ou formas de chocolate, pasta de açúcar ou outros materiais contrastantes em uma superfície de massa, cobertura ou chocolate, criando padrões artísticos visíveis e elegantes.

Decoração: Conjunto de técnicas e elementos visuais usados para embelezar bolos, tortas e outras sobremesas, tornando-os mais atraentes e festivos. Inclui aplicação de coberturas, uso de bicos de confeitar, modelagem de flores e figuras, pintura com corantes, aplicação de elementos comestíveis como frutas, chocolate e ouro, entre outros.

Decoupage: Técnica de aplicar imagens impressas, desenhos ou padrões em superfícies de bolos ou tortas usando papel de arroz comestível, papel wafer ou folhas de açúcar. As imagens são aplicadas sobre cobertura lisa (geralmente pasta americana) com auxílio de líquidos comestíveis ou glacê, criando efeitos visuais impressionantes.

Décuire: Termo francês que significa diminuir o grau de cozimento ou reduzir a temperatura de um líquido açucarado, incorporando elemento líquido (água, creme) ou sólido (manteiga) para suavizar a consistência. Esta técnica é fundamental na preparação do creme de caramelo e evita que o açúcar continue cozinhando após retirado do fogo.

Derreter: Processo de transformar um ingrediente sólido, como chocolate, manteiga ou açúcar, em líquido através da aplicação de calor controlado. Requer cuidado especial com chocolate para evitar queimar e com manteiga para não separar. Pode ser feito em banho-maria, micro-ondas ou fogo direto baixo.

Descascar por escaldamento: Técnica de remover facilmente a pele fina de frutos e nozes escalando-os rapidamente em água fervente por poucos segundos, depois transferindo imediatamente para água gelada. O choque térmico solta a pele, que é facilmente removida. Usado para amêndoas, pêssegos, pistaches e tomates.

Desmoldante: Produto aplicado em formas e moldes para facilitar a remoção de alimentos assados ou resfriados sem quebrar ou perder a forma. Pode ser spray industrial, mistura caseira de óleo e farinha, manteiga, ou produtos específicos. Cria camada protetora antiaderente entre o alimento e o recipiente.

Desmoldar: Técnica de retirar cuidadosamente um doce, bolo ou sobremesa da forma ou molde em que foi preparado, mantendo sua integridade e formato. Pode requerer passagem de faca nas bordas, aquecimento breve da forma ou resfriamento adequado, dependendo da preparação.

Dessécher: Termo francês que significa trabalhar vigorosamente uma massa choux com espátula em fogo alto até que a massa se solte completamente das paredes da panela, formando uma bola uniforme. Este processo elimina excesso de umidade e cria a textura adequada para incorporação posterior de ovos.

Détrempe: Termo francês para a mistura inicial básica de farinha e água (ou outro líquido) em proporções específicas, antes de adicionar outros ingredientes. É o primeiro passo fundamental na preparação da massa folhada, onde esta base será laminada com manteiga para criar as camadas características.

Diluir: Técnica de dissolver um ingrediente ou preparação concentrada (pó, pasta, mel) em líquido, misturando até completa incorporação e homogeneidade. Reduz a concentração e altera a consistência, sendo usado para ajustar texturas de glacês, cremes e caldas.

Dissolver: Misturar completamente um ingrediente seco ou em pó, como açúcar, gelatina ou cacau, em um líquido até que esteja totalmente incorporado e não hajam partículas visíveis. Às vezes requer aquecimento ou meximento prolongado para dissolução completa.

Dobrar (incorporar): Técnica delicada de misturar ingredientes usando movimentos suaves de dobra ou corte, geralmente com espátula, formando movimento em forma de número oito ou J. Preserva o ar incorporado em preparações aeradas como claras em neve, evitando que murchem. Fundamental para mousses, suflês e bolos delicados.

Donuts (rosquinhas): Massas doces em formato de anel (com furo central) ou bola, fritas em óleo quente ou assadas, resultando em textura macia e levemente crocante. São cobertas com açúcar, glacê colorido, chocolate ou recheadas com creme, geleia, doce de leite. Clássico americano popular mundialmente.

Dourar a massa: Técnica de pincelar a superfície de massas cruas (pães, tortas, folhados) com ovo inteiro batido, gema pura ou gema diluída em água/leite antes de assar. Cria uma crosta dourada brilhante e atraente após o cozimento, além de ajudar ingredientes decorativos a aderirem.

Dragées: Pequenos confeitos ou amêndoas recobertas com múltiplas camadas de açúcar colorido e polido, resultando em superfície lisa e brilhante. Usados principalmente para decorar bolos de casamento, batizado e outras celebrações, além de serem distribuídos como lembranças. Disponíveis em diversas cores metálicas.

Drapejar: Técnica de cobrir um bolo ou sobremesa com uma camada generosa e fluida de glacê, ganache ou outra cobertura, permitindo que escorra naturalmente pelas laterais criando efeito elegante e orgânico, como um tecido drapeado. Requer cobertura na consistência adequada.

Dupla Calda: Técnica de umedecer camadas de bolos e tortas aplicando duas caldas diferentes sequencialmente, geralmente uma simples (açúcar e água) para umidade básica e outra aromatizada (com café, licor, suco de frutas) para sabor. Garante bolos extremamente úmidos e saborosos.

Déglaçage: Termo francês para a técnica de adicionar líquido (vinho, caldo, suco) a uma panela quente após cozinhar, dissolvendo e incorporando os resíduos caramelizados grudados no fundo. Embora mais comum em preparações salgadas, é usado em confeitaria para criar molhos caramelizados para sobremesas.


Embeber: Técnica de impregnar completamente uma preparação, especialmente a massa de pão de ló ou biscuit, com xarope, calda ou bebida alcoólica (rum, licor, conhaque) para conferir umidade prolongada, textura macia e sabor adicional. Essencial em bolos elaborados como o baba au rhum e Charlotte.

Emulsificante: Substância que facilita a mistura estável de dois líquidos que naturalmente não se misturariam, como água e óleo, reduzindo a tensão superficial e permitindo a formação de emulsões homogêneas. Exemplos incluem lecitina de soja, gema de ovo e emulsificantes comerciais. Melhora textura e estabilidade de massas, cremes e mousses.

Emulsão: Mistura estável de dois líquidos imiscíveis (que normalmente não se misturam), como óleo e água, onde um fica disperso no outro em pequenas gotículas. Na confeitaria, exemplos incluem ganache (água do creme + gordura do chocolate) e cremes à base de manteiga. Requer emulsificante e técnica adequada.

Encorporar (Incorporar): Processo de adicionar cuidadosamente um ingrediente a uma mistura, geralmente de forma delicada e gradual, para garantir que a textura ou estrutura da preparação permaneça adequada. É especialmente importante ao incorporar claras em neve a massas de bolo, mousses e suflês, usando movimentos suaves para manter o ar.

Endurecer: Deixar um ingrediente ou preparação atingir consistência firme ou sólida através de resfriamento em geladeira ou freezer, ou através de processos químicos como a cristalização. Usado para firmar ganaches, mousses, caramelos e chocolates temperados.

Enformar: Colocar a massa ou mistura preparada dentro de uma forma apropriada para assar, resfriar ou moldar. Requer distribuição uniforme e, às vezes, nivelamento da superfície para garantir cozimento homogêneo e formato adequado do produto final.

Engrossar: Técnica de aumentar a viscosidade e consistência de um líquido adicionando agentes espessantes como amido de milho, farinha, gelatina, ágar-ágar ou reduzindo por evaporação. Usado em cremes, pudins, recheios e caldas para atingir textura desejada.

Enrolar e dobrar a massa folhada: Movimento técnico essencial na preparação de massa folhada que consiste em abrir a massa com rolo, dobrar em três ou quatro partes (como uma carta), girar 90° e repetir o processo. Este procedimento, chamado “tour” em francês, cria as múltiplas camadas de massa e manteiga que caracterizam a massa folhada.

Envolver: Técnica delicada de incorporar ingredientes secos ou mais pesados em uma mistura líquida ou aerada usando movimentos suaves de dobra, sem bater ou mexer vigorosamente. Preserva bolhas de ar e textura delicada, essencial para bolos esponjosos e mousses.

Escaldar: Técnica de aquecer um líquido, especialmente leite ou creme, até quase o ponto de fervura, quando pequenas bolhas começam a se formar nas bordas mas o líquido não ferve completamente. Remove sabores residuais, ativa proteínas e prepara o líquido para incorporação em cremes. Também usado para amolecer frutas e remover peles.

Escalfar (Pochar): Cozinhar delicadamente um ingrediente imerso em líquido que está ligeiramente fervendo (não fervura vigorosa), geralmente entre 70-85°C. Na confeitaria, usado principalmente para cozinhar frutas em calda doce (peras, pêssegos), mantendo forma e textura delicadas.

Esfarelar: Desintegrar um ingrediente sólido em pequenas partes ou migalhas usando as mãos, garfo ou processador. Na confeitaria, usado para esfarelar bolos para fazer cake pops, quebrar biscoitos para bases de tortas ou criar farofa crocante de cobertura (crumble).

Esfriamento rápido: Técnica de reduzir rapidamente a temperatura de preparações quentes transferindo-as para recipientes rasos, colocando em banho de gelo ou refrigerando imediatamente. Para o processo de cozimento residual, preserva texturas delicadas e é importante para segurança alimentar de cremes com ovos.

Esfriar: Deixar uma preparação quente atingir temperatura ambiente ou temperatura específica mais baixa naturalmente ou em geladeira/freezer antes de continuar o processo. Essencial antes de aplicar coberturas que poderiam derreter, incorporar ingredientes sensíveis ao calor ou desenformar preparações.

Espessantes: Ingredientes que aumentam a viscosidade e consistência de misturas líquidas sem alterar significativamente o sabor. São essenciais para texturas cremosas, estáveis e adequadas em cremes, pudins, recheios, molhos e geleias. Exemplos incluem amido de milho, farinha, gelatina, ágar-ágar, pectina e goma xantana.

Esponja (massa fermentada): Mistura pré-fermentada de fermento biológico, água e farinha preparada horas antes de fazer a massa final. Ativa o fermento e desenvolve sabores complexos. Após fermentar e crescer, é misturada com os ingredientes restantes. Usada em pães doces artesanais para melhor sabor e textura.

Espumar: Bater vigorosamente um líquido, como claras de ovo ou creme de leite, incorporando ar até formar consistência leve, volumosa e arejada com bolhas. O resultado pode variar de espuma solta a picos firmes, dependendo do tempo de batimento e ingredientes usados.

Espátula: Utensílio de cozinha essencial disponível em diversos formatos e materiais (silicone, metal, plástico). Usado para misturar ingredientes, raspar tigelas completamente, alisar coberturas, incorporar delicadamente claras em neve e transferir preparações. Espátulas de silicone são flexíveis e resistentes ao calor; metálicas são ideais para alisar coberturas.

Essência: Substância aromática concentrada, natural ou artificial, que confere sabor e aroma característicos a preparações. Disponível em diversos sabores: baunilha, amêndoa, limão, laranja, coco, café, rum, entre outros. Deve ser usada em pequenas quantidades (gotas) devido à alta concentração.

Essência de rum: Extrato ou aroma concentrado que reproduz o sabor característico da bebida rum, sem conter álcool ou com teor alcoólico mínimo. Usado para aromatizar bolos, recheios, cremes, doces e sobremesas, proporcionando sabor tropical e sofisticado.

Estabilizante: Ingrediente adicionado a preparações para manter e prolongar consistência, textura e estrutura adequadas, evitando separação, cristalização ou deterioração. Exemplos incluem gelatina (para estabilizar mousses e chantilly), ágar-ágar e gomas diversas. Especialmente importante em produtos comerciais.

Esterilizar: Processo rigoroso de limpeza e desinfecção profunda de utensílios, equipamentos e superfícies usando calor intenso (fervura, vapor) ou produtos químicos apropriados. Elimina micro-organismos e garante higiene e segurança alimentar na confeitaria, essencial para trabalhar com cremes e produtos perecíveis.

Extrato: Solução concentrada de sabores naturais obtida através da maceração, destilação ou infusão de plantas, especiarias ou frutas em solventes (álcool, água, glicerina). Exemplos importantes: extrato de baunilha (mais intenso que essência), extrato de café, amêndoa amarga, menta. Proporciona sabores autênticos e complexos.


Farinha: Pó fino obtido da moagem de grãos (trigo, centeio, milho), sementes ou nozes. A farinha de trigo é base da confeitaria, fornecendo estrutura através do glúten. Existem diferentes tipos: farinha comum, farinha com fermento, farinha para bolos (mais fina), integral, entre outras, cada uma adequada para preparações específicas.

Farinha de amêndoas: Pó fino e aromático feito a partir de amêndoas finamente moídas (geralmente descascadas), usado em bolos, macarons franceses, financiers, tortas e cookies. Proporciona sabor delicado de amêndoa, umidade, textura densa mas macia e é naturalmente sem glúten. Também chamada de farinha de amêndoa ou pó de amêndoas.

Farinhar: Polvilhar generosamente farinha em superfícies de trabalho (bancada, rolo, mãos) ou no interior de formas untadas para evitar que massas grudem durante o manuseio, abertura com rolo ou cozimento. O excesso deve ser removido sacudindo antes de assar.

Farofa (Crumble/Streusel): Mistura de ingredientes secos como farinha, açúcar e manteiga fria, trabalhada até formar textura arenosa e granulada. Usada como cobertura crocante em tortas de frutas, bolos e sobremesas, criando contraste de textura. Assa dourada e quebradiça.

Fava de baunilha: Vagem longa, escura e aromática da orquídea baunilha, considerada uma das especiarias mais preciosas. Contém milhares de minúsculas sementes pretas (caviar de baunilha) que conferem sabor e aroma incomparáveis. Para usar, corta-se longitudinalmente e raspam-se as sementes. A vagem vazia pode ser reutilizada em açúcar aromatizado.

Fermentação Natural (Levain): Processo de fermentação tradicional de massas usando cultura natural de fermento selvagem (leveduras e bactérias láticas) desenvolvida a partir de farinha e água. Produz pães e doces com sabor complexo, acidez característica, textura única e melhor digestibilidade. Requer tempo e manutenção da massa-mãe.

Fermento: Ingrediente que provoca a fermentação e crescimento de massas através da produção de gás carbônico. Existem dois tipos principais: fermento biológico (levedura viva, fresco ou seco) e fermento químico/pó (bicarbonato + ácido, ação rápida). Cada tipo tem aplicações e características específicas.

Ferver: Aquecer um líquido até atingir temperatura em que bolhas grandes sobem continuamente à superfície, rompendo-a vigorosamente. A água ferve a 100°C ao nível do mar. Usado para cozinhar caldas, preparar caramelos, esterilizar utensílios e reduzir líquidos.

Feuilletine (Flocos crocantes): Pequenos flocos ou lâminas finíssimas e extremamente crocantes feitas de massa folhada (pâte feuilletée) ou massa de crepe torrada e quebrada. Usados para adicionar textura crocante contrastante em mousses, ganaches, bases de tortas e bombons. Mantêm crocância mesmo quando incorporados em preparações úmidas.

Flambar: Técnica espetacular de adicionar bebida alcoólica destilada (conhaque, rum, Grand Marnier) a uma preparação e acender fogo, criando chamas dramáticas. O álcool queima rapidamente, deixando apenas o sabor concentrado do licor sem o álcool. Usado em crepes suzette e outras sobremesas sofisticadas.

Flocos de milho (cereal): Cereais de milho processados, torrados e achatados em flocos crocantes. Usados triturados como cobertura crocante, misturados em massas de biscoitos ou cookies para adicionar textura, ou como elemento decorativo. Absorvem umidade rapidamente.

Flor de sal: Tipo especial de sal marinho colhido artesanalmente da superfície das salinas, formando cristais delicados e irregulares. Possui textura crocante e sabor suave e complexo. Na confeitaria gourmet, é usado para finalizar caramelos salgados, chocolates, brownies e outras sobremesas, criando contraste sofisticado doce-salgado.

Fluidificar: Processo de tornar um ingrediente mais líquido, fluido ou menos viscoso adicionando líquidos (água, leite, suco, xaropes) ou aquecendo-o delicadamente. Por exemplo, fluidificar chocolate significa derretê-lo cuidadosamente até consistência líquida adequada para banhar ou cobrir preparações sem que endureça rapidamente.

Folhado (Massa folhada): Massa clássica francesa (pâte feuilletée) composta por centenas de camadas finíssimas alternadas de massa e manteiga, criadas através do processo repetido de laminação e dobras. Durante o cozimento, o vapor separa as camadas criando textura leve, crocante e aerada. Usada em croissants, vol-au-vents, mil-folhas e palmiers.

Fondant: Cobertura suave, cremosa e aveludada feita de açúcar, água e glucose, cozida até ponto específico e depois trabalhada até ficar opaca, lisa e maleável. Pode ser aquecida para aplicação fluida sobre petit fours e bolos, criando acabamento impecavelmente liso e profissional. Diferente de pasta americana.

Fondue (de chocolate): Chocolate derretido mantido quente em recipiente específico (panela de fondue), no qual se mergulham pedaços de frutas frescas, marshmallows, bolos ou biscoitos usando garfinhos longos. É preparação interativa e festiva, popular em reuniões e celebrações.

Fontaine (Fonte): Técnica francesa de dispor farinha em forma de círculo ou coroa sobre a bancada, criando uma cratera ou “buraco de vulcão” no centro. Neste espaço central são colocados ovos, líquidos e outros ingredientes úmidos, que são gradualmente incorporados à farinha trabalhando de dentro para fora. Método tradicional para massas de macarrão e algumas massas de confeitaria.

Forminha: Pequeno molde individual de papel, alumínio ou silicone usado para assar cupcakes, muffins, brownies e outros mini bolos. Facilita a remoção, proporciona porções uniformes e elimina necessidade de untar formas. Disponível em diversos tamanhos, cores e estampas.

Forrar uma forma: Técnica de revestir completamente o interior de uma forma ou molde com material apropriado como papel manteiga, papel alumínio, filme plástico ou massa de torta. Facilita a desenformação, evita que preparações grudem e ajuda a manter formatos perfeitos.

Forno: Equipamento essencial na confeitaria, usado para assar bolos, tortas, biscoitos, pães doces e sobremesas através de calor seco e uniforme. Pode ser elétrico, a gás ou industrial. Temperatura e tempo precisos são fundamentais para resultados adequados. Tipos incluem convencional, com ventilador (turbo) e combinado.

Fouet (Batedor de arame): Utensílio manual essencial composto por arames metálicos curvos presos a um cabo, formando estrutura em forma de balão. Usado para bater, misturar, aerar e incorporar ar a ingredientes como ovos, cremes e caldas. Disponível em diversos tamanhos; quanto mais arames, mais eficiente a aeração.

Frangipane: Creme rico e aromático feito de amêndoas moídas (ou farinha de amêndoas), açúcar, ovos e manteiga, geralmente aromatizado com essência de amêndoa ou rum. Possui textura densa e úmida, sendo usado tradicionalmente como recheio de tortas francesas (galette des rois), tartelettes e bolos. Assa ficando dourado e levemente crocante por cima.

Fraser ou Fraiser: Termo francês que descreve a técnica específica de amassar e trabalhar massa de torta (pâte sablée ou pâte sucrée) usando a palma da mão para espalhar e “esmagar” a massa contra a bancada em movimentos curtos e firmes. Este processo final quebra pequenas partículas de manteiga e cria textura mais homogênea, compacta e quebradiça na massa assada.

Frutas cristalizadas: Frutas (cerejas, laranjas, cidras, gengibre) cozidas lentamente em caldas de açúcar cada vez mais concentradas durante vários dias, depois secas. O processo substitui a água natural da fruta por açúcar, preservando-a e criando textura translúcida, brilhante e doce. Usadas em panetones, bolos de frutas e decorações.

Frutas vermelhas: Categoria de frutas pequenas, suculentas e vibrantes como morango, framboesa, amora, mirtilo (blueberry), groselha e cranberry. São ricas em antioxidantes, possuem sabor equilibrado entre doce e ácido, e são amplamente usadas frescas, em compotas, coulis, recheios de tortas, decorações e sobremesas diversas.

Frutose: Açúcar natural simples encontrado em frutas, mel e alguns vegetais. É mais doce que a sacarose (açúcar comum), permitindo uso em menor quantidade. Usado como adoçante alternativo em confeitaria, especialmente para diabéticos (com orientação médica), possui índice glicêmico mais baixo.

Fudge: Doce cremoso, macio e denso de origem americana, feito tradicionalmente com açúcar, manteiga e leite, cozido até ponto específico e batido até engrossar e perder o brilho. Frequentemente aromatizado com chocolate, baunilha, nozes ou outros ingredientes. Possui textura que derrete na boca e sabor intensamente doce.


Ganache: Preparação clássica e versátil da confeitaria francesa, feita pela emulsão de chocolate derretido com creme de leite quente em proporções variadas. Dependendo da proporção chocolate/creme, pode ter diferentes consistências: líquida para coberturas espelhadas (maior proporção de creme), média para rechear (proporções equilibradas), ou firme para modelar trufas (maior proporção de chocolate). Pode ser aromatizada com licores, café, especiarias ou essências.

Gelatina: Substância translúcida derivada do colágeno animal, vendida em pó ou folhas, usada como agente gelificante e estabilizante em sobremesas. Deve ser hidratada em água fria antes do uso e depois aquecida para dissolver. É essencial em mousses, panna cottas, geleias, bavaroise e para estabilizar chantilly. A gelatina em folha geralmente proporciona textura mais delicada.

Gelato: Sorvete italiano tradicional conhecido por sua textura excepcionalmente cremosa, densa e suave. Difere do sorvete americano por ter menos gordura (usa mais leite que creme), menos ar incorporado e é servido em temperatura ligeiramente mais alta. Possui sabores intensos e autênticos, sendo preparado diariamente de forma artesanal.

Geleia: Conserva translúcida e brilhante feita cozinhando suco de frutas (sem polpa) com açúcar e pectina até atingir consistência firme mas espalhável. Diferencia-se da compota por não conter pedaços de fruta. É usada como recheio de bolos e tortas, cobertura para dar brilho, ou consumida pura com pães.

Glacê real: Cobertura branca, lisa e dura feita com açúcar de confeiteiro, clara de ovo (ou pó de clara) e suco de limão, batidos até formar pasta lisa e brilhante. Seca completamente ao ar, criando superfície firme e opaca, ideal para decorar biscoitos, criar detalhes intrincados com manga de confeitar e fazer flores decorativas. Pode ser colorida com corantes.

Glaçagem: Cobertura fina, translúcida e brilhante feita com açúcar de confeiteiro dissolvido em água, suco de frutas ou leite, em consistência líquida que escorre e endurece formando camada lisa. Usada para cobrir donuts, petit fours, biscoitos e bolos, proporcionando acabamento doce e atraente.

Glaçar: Aplicar uma camada fina, lisa e brilhante de glacê, ganache espelhada, geleia ou outro líquido açucarado sobre a superfície de um bolo, torta ou sobremesa. O objetivo é criar acabamento lustrado e profissional que seca mantendo o brilho.

Glaçúcar: Termo alternativo para açúcar de confeiteiro ou açúcar impalpável – açúcar refinado moído até ficar extremamente fino, usado para polvilhar e decorar sobremesas, além de ser ingrediente base de glacês e coberturas. O nome vem da palavra francesa “glace” (gelo/vidro), referindo-se ao acabamento brilhante que proporciona.

Glucose (Xarope de glucose): Açúcar líquido espesso e transparente derivado do amido de milho, composto principalmente por glucose. É usado extensivamente em confeitaria profissional para evitar a cristalização indesejada de caldas de açúcar, caramelos e fondants, além de reter umidade em bolos e doces, melhorando textura e prolongando validade.

Glúten: Rede de proteínas (gliadina e glutenina) formada quando farinha de trigo é hidratada e trabalhada/amassada. É responsável pela elasticidade, estrutura e capacidade de retenção de gases em massas. Em bolos, busca-se desenvolver menos glúten (mistura delicada) para textura macia; em pães, mais glúten (amassar) para estrutura firme.

Goma xantana: Espessante e estabilizante natural em pó, produzido por fermentação bacteriana. É amplamente usado em confeitaria sem glúten para dar estrutura, elasticidade e liga às massas que não possuem glúten, além de estabilizar misturas, evitar separação de ingredientes e melhorar textura. Necessita de quantidade mínima (geralmente 0,5-1% do peso da farinha).

Gouache: Técnica decorativa artística aplicada em confeitaria que utiliza pincéis finos e corantes comestíveis diluídos para pintar diretamente sobre a superfície de bolos cobertos com pasta americana ou fondant. Permite criar desenhos detalhados, aquarelas, paisagens e arte personalizada, transformando bolos em verdadeiras telas comestíveis.

Grand Marnier: Licor francês premium à base de conhaque envelhecido e essência de laranja amarga. Possui sabor sofisticado, complexo e aromático, sendo usado em confeitaria para aromatizar cremes, mousses, suflês, crepes suzette e ganaches, conferindo toque elegante e refinado às sobremesas.

Gratinado: Técnica de assar ou grelhar a superfície de uma preparação sob calor intenso direto (gratinador/broiler do forno ou maçarico) para formar crosta dourada, caramelizada e crocante. Na confeitaria, comum em sobremesas como crème brûlée (superfície de açúcar caramelizado) e algumas tortas com cobertura de merengue tostado.

Grissini: Palitos de pão italianos crocantes, finos e alongados, tradicionalmente salgados mas podendo ser adaptados para versões doces com açúcar e especiarias. Ocasionalmente usados como elemento decorativo criativo e estilizado em apresentações de sobremesas gourmet.

Gruminho: Termo para pequenos aglomerados ou grumos sólidos que se formam indesejavelmente em misturas durante o preparo, causados por mistura inadequada, adição rápida de ingredientes secos a líquidos, temperaturas incompatíveis ou ingredientes empedrados. Para evitar: peneire ingredientes secos, adicione gradualmente, misture constantemente. Para corrigir: passe por peneira fina ou bata com mixer/liquidificador.

Guarnição: Elementos decorativos e comestíveis usados para enfeitar, adicionar cor, textura e sabor a sobremesas e pratos doces. Incluem frutas frescas ou cristalizadas, folhas de hortelã, chocolate ralado ou em raspas, flores comestíveis, crocantes, coulis, chantilly, entre outros. Devem harmonizar visualmente e saborosamente com a sobremesa principal.

Gruyère: Queijo suíço de massa firme, compacta e sabor suave levemente adocicado, tradicionalmente usado em receitas salgadas. Raramente usado em confeitaria, mas pode aparecer em preparações fusion como quiches doces, suflês especiais ou como contraste em sobremesas gourmet experimentais que exploram combinações doce-salgado.


Hidratar: Processo de impregnar ou adicionar água a ingredientes secos ou desidratados para restaurar sua umidade natural e permitir uso adequado. Fundamental para gelatina (que deve ser hidratada em água fria antes de aquecer), frutas secas (que ficam macias após hidratação) e alguns fermentos. A hidratação adequada é essencial para ativar propriedades e garantir textura correta.


Icing: Termo em inglês para glacê – cobertura doce líquida ou semi-líquida usada para decorar e cobrir bolos, biscoitos e doces. Pode ser simples (açúcar de confeiteiro + líquido), glacê real (com clara de ovo) ou buttercream. Seca formando camada lisa, algumas vezes brilhante, que adiciona doçura e apelo visual.

Impregnar: Técnica de saturar completamente bolos, biscoitos ou massas porosas com caldas açucaradas, licores, cafés ou outros líquidos aromatizados. A preparação absorve profundamente o líquido, resultando em textura muito úmida, sabor intenso e melhor conservação. Usado em babas, charlottes, tiramisu e bolos embebidos.

Impulsionador: Termo técnico para agentes levedantes que fazem massas crescerem e ficarem leves através da produção e liberação de gás carbônico durante o cozimento. Incluem fermento químico em pó (bicarbonato + ácido), bicarbonato de sódio puro (requer ingrediente ácido na receita) e fermento biológico (levedura viva).

Incorporar: Técnica delicada e fundamental de misturar ingredientes usando movimentos envolventes suaves, geralmente com espátula, para manter a aeração e textura fofa da massa ou creme. Especialmente importante ao incorporar claras em neve batidas a massas de bolos, mousses e suflês, usando movimentos em forma de J ou número 8, de baixo para cima.

Infusão (fazer): Processo de extrair sabores, aromas e propriedades de ingredientes sólidos (ervas, especiarias, cascas cítricas, café, chá, baunilha) mergulhando-os em líquido quente (leite, creme, água) por determinado tempo. O líquido absorve os compostos aromáticos do ingrediente. Depois, o sólido é coado e descartado. Usado para aromatizar cremes, caldas e massas.

Inox (aço inoxidável): Material metálico resistente à corrosão e ferrugem, amplamente usado para fabricar utensílios, equipamentos e superfícies de trabalho em confeitaria profissional. Vantagens incluem durabilidade excepcional, facilidade de higienização, não retém odores ou sabores, não reage com alimentos ácidos. Tigelas inox são ideais para bater claras.

Intolerância à lactose: Condição na qual o organismo tem dificuldade de digerir lactose (açúcar do leite), requerendo adaptações em receitas de confeitaria. Soluções incluem uso de leite sem lactose, leites vegetais (amêndoa, coco, aveia), cremes vegetais, manteigas sem lactose e chocolate amargo sem leite. Muitas receitas podem ser adaptadas mantendo qualidade.

Inverter açúcar: Processo químico de quebrar (hidrolisar) a sacarose (açúcar comum) em seus componentes glucose e frutose, geralmente usando ácido (limão) e calor. O resultado é xarope invertido, mais doce que o açúcar comum, que permanece líquido, não cristaliza facilmente e retém umidade. Usado profissionalmente para melhorar textura e validade de produtos.

Iogurte: Produto lácteo fermentado por bactérias específicas, com textura cremosa e sabor ligeiramente ácido. Muito usado em confeitaria para adicionar umidade, maciez e leveza a bolos, muffins e tortas. A acidez reage com bicarbonato criando textura aveludada. Também usado em mousses, sorvetes e como cobertura ou acompanhamento de sobremesas.

Iogurte grego: Variedade de iogurte mais espessa, cremosa e concentrada, obtida filtrando o soro, resultando em maior teor proteico e textura aveludada. Na confeitaria, é valorizado por sua consistência firme e riqueza, sendo usado em coberturas tipo cream cheese frosting, mousses, cheesecakes, recheios e como substituto mais saudável de creme de leite em algumas receitas.

Isolamento térmico: Técnica e equipamentos para manter temperatura constante de sobremesas durante armazenamento e transporte. Inclui uso de bolsas térmicas, caixas de isopor, placas de gelo seco ou gel refrigerante. Essencial para produtos perecíveis com cremes, chantilly, ganache ou coberturas delicadas que derretem facilmente.

Isomalt: Substituto do açúcar derivado da beterraba, com metade das calorias e sabor 50% menos doce que o açúcar comum. Na confeitaria artística, é especialmente valorizado para criar decorações de açúcar elaboradas, esculturas transparentes, vidro comestível e peças showpiece, pois não cristaliza, mantém transparência e resiste melhor à umidade que o açúcar convencional.

Isomalt moldado: Técnica especializada de confeitaria artística que usa isomalt derretido para criar decorações comestíveis detalhadas, translúcidas e impressionantes. O isomalt é aquecido até derreter, podendo ser colorido, soprado, puxado, moldado ou vazado em formas para criar flores realistas, figuras, joias comestíveis, esculturas e elementos decorativos de alto impacto visual.

Isotérmico: Propriedade de materiais ou equipamentos capazes de manter temperatura interna constante, isolando do ambiente externo. Bolsas isotérmicas, caixas e embalagens isotérmicas são fundamentais para transportar e armazenar sobremesas que precisam refrigeração, protegendo-as de variações de temperatura e garantindo qualidade e segurança alimentar.


Jaconde (Biscuit Joconde): Biscoito fino, delicado e esponjoso feito com farinha de amêndoas, ovos, açúcar e clara em neve, assado em camada fina. Possui cor amarelo-dourada característica e textura leve mas firme. É tradicionalmente usado como base estrutural em tortas e entremets sofisticados franceses, como a Ópera, podendo ser embebido em caldas e intercalado com cremes.

Jaggery: Açúcar não refinado tradicional asiático feito de cana-de-açúcar ou seiva de palmeira, com cor marrom-escura e sabor rico, complexo e caramelizado. Vendido em blocos ou pó, é ingrediente essencial em sobremesas indianas, tailandesas e filipinas, conferindo sabor profundo distinto do açúcar refinado.

Jaggery fudge: Doce cremoso e macio feito com jaggery derretido, leite ou creme, manteiga e ocasionalmente nozes. Popular em várias culturas asiáticas, possui sabor intenso de caramelo e melaço. A textura varia de macia e que derrete na boca a ligeiramente granulada.

Jalebi: Sobremesa tradicional indiana e do Oriente Médio feita fritando massa líquida fermentada (farinha, iogurte) em espirais ou formas de pretzel em óleo quente, depois embebendo imediatamente em calda de açúcar aromatizada com cardamomo e açafrão. Resultado é crocante por fora, macio e extremamente doce por dentro, com cor alaranjada vibrante.

Jalousie: Pastel francês elegante feito com massa folhada recheada com frutas (geralmente maçãs ou damascos) ou creme frangipane. A característica marcante é a cobertura superior com cortes paralelos decorativos que se abrem durante o cozimento, criando efeito de veneziana ou persiana entreaberta, revelando o recheio.

Jardineira de frutas: Arranjo decorativo e artístico de frutas frescas cortadas, arrumadas de forma visualmente atraente em pratos ou tabuleiros. Pode ser servida como sobremesa saudável, acompanhamento ou elemento central decorativo em bufês. Frequentemente inclui variedade de cores, texturas e sabores.

Jelly Roll: Termo americano para rocambole – bolo esponjoso fino assado em forma retangular, recheado com geleia, creme ou outros recheios enquanto ainda morno, depois enrolado firmemente e resfriado. Quando cortado, mostra espiral atraente de massa e recheio. Base para troncos de Natal e outros bolos enrolados.

Jerez (Xerez/Sherry): Vinho fortificado espanhol produzido na região de Jerez, com sabores que variam de seco e leve a doce e rico. Na confeitaria, variedades mais doces são usadas para aromatizar cremes, embeber bolos, preparar caldas e adicionar profundidade de sabor a sobremesas tradicionais europeias.

Jujuba: Doce de goma mastigável feito com açúcar, gelatina, amido e aromatizantes/corantes, moldado em formatos variados (ursinhos, frutas, formas geométricas). Possui textura elástica característica e sabores diversos. Popular entre crianças e usado como decoração colorida em bolos e cupcakes.

Julienne: Técnica francesa de cortar alimentos em tiras finas, longas e uniformes (aproximadamente 2-3mm de espessura). Na confeitaria, aplicada principalmente para cortar cascas de frutas cítricas (laranja, limão) em tiras delicadas usadas para decoração, confitar ou aromatizar preparações. Requer faca afiada e habilidade.

Juntura: Ponto ou linha onde dois pedaços de massa, cobertura ou decoração se encontram e são unidos. Em bolos cobertos com pasta americana, a juntura deve ser invisível ou cuidadosamente trabalhada. Em massas folhadas ou empadas, junturas bem seladas evitam vazamento de recheios durante o cozimento.


Não há termos comuns de confeitaria que iniciem com a letra K em português.


Lactose: Açúcar natural e dissacarídeo presente no leite e derivados lácteos, composto de glucose e galactose. Pessoas com intolerância à lactose têm dificuldade em digeri-la, necessitando produtos sem lactose ou alternativas vegetais. Na confeitaria, a consciência sobre lactose é importante para oferecer opções inclusivas.

Ladrilho de açúcar: Decoração artística feita derretendo açúcar ou isomalt até o ponto de caramelo, depois moldando e resfriando em formatos geométricos planos como ladrilhos, placas ou vidro comestível. Usado para criar elementos decorativos impressionantes, transparentes ou coloridos, que adornam sobremesas elaboradas e bolos de celebração.

Laminar: Processo de estender progressivamente uma massa com rolo até atingir espessura desejada uniforme. Requer superfície adequada, rolo bem farinado e movimentos firmes do centro para as extremidades. Fundamental para massas de torta, pasta americana, biscoitos e especialmente massa folhada.

Laminação: Técnica clássica francesa de dobrar e estender massa repetidamente, intercalando camadas de massa com manteiga fria. Este processo meticuloso cria centenas de camadas finas que se separam durante o cozimento, resultando em massa folhada crocante e aerada. Requer temperatura controlada, descanso entre dobras e precisão técnica.

Laranja cristalizada: Rodelas ou tiras de laranja (ou casca) cozidas lentamente em caldas progressivamente mais concentradas durante vários dias, depois secas. O processo substitui água por açúcar, preservando formato e criando textura translúcida, brilhante, mastigável e intensamente doce. Usada em decorações, panetones, bolos de frutas e chocolate.

Leite condensado: Leite concentrado e adoçado produzido evaporando água do leite e adicionando açúcar, resultando em líquido espesso, cremoso e extremamente doce. É ingrediente fundamental em confeitaria brasileira, usado em brigadeiros, beijinhos, pudins, coberturas, doce de leite caseiro, bolos e inúmeras outras preparações tradicionais.

Leite de coco: Líquido branco, cremoso e aromático extraído da polpa ralada do coco maduro misturada e espremida com água. Rico em gordura vegetal, possui sabor tropical característico. Amplamente usado em sobremesas asiáticas, brasileiras e tropicais, como quindim, cocadas, mousses, sorvetes e arroz doce tailandês.

Leite em pó: Leite desidratado em forma de pó, obtido pela evaporação completa da água do leite. Possui validade prolongada e é usado em confeitaria para adicionar sabor lácteo intenso, melhorar textura, enriquecer massas de bolos e biscoitos, e como ingrediente em coberturas e recheios. Pode ser integral ou desnatado.

Lemon curd: Creme inglês rico, aveludado e intensamente cítrico feito com suco e raspas de limão, ovos, açúcar e manteiga, cozidos em banho-maria até engrossar. Possui cor amarelo-vibrante, sabor equilibrado entre doce e ácido, e textura cremosa. Usado como recheio de tortas, cobertura de bolos, recheio de macarons ou consumido puro com scones.

Levain (Fermento natural): Cultura viva de leveduras selvagens e bactérias láticas desenvolvida e mantida através da fermentação de farinha e água. Usado tradicionalmente para fermentar pães e alguns doces, conferindo sabor complexo, acidez característica, textura única, melhor digestibilidade e maior validade. Requer alimentação regular e cuidados específicos.

Levedura (Fermento biológico): Microorganismo vivo unicelular (Saccharomyces cerevisiae) que provoca fermentação de massas consumindo açúcares e liberando gás carbônico e álcool. Disponível fresco (em tablete, refrigerado) ou seco (granulado, desidratado). Essencial em pães doces, brioches e massas fermentadas, proporcionando crescimento, textura aerada e sabor característico.

Liaison: Mistura clássica francesa usada para espessar e enriquecer cremes, molhos e preparações, conferindo textura cremosa, aveludada e luxuosa. Tradicionalmente feita com gema de ovo batida com creme de leite (ou leite), depois incorporada delicadamente à preparação quente. A temperatura deve ser controlada para não coagular os ovos.

Licor: Bebida alcoólica doce e aromatizada, geralmente destilada e infusionada com frutas, ervas, especiarias ou outros ingredientes. Na confeitaria, licores são usados para aromatizar e embeber bolos, preparar caldas, aromatizar cremes, mousses, ganaches e trufas. Exemplos: licor de café, amaretto, Grand Marnier, limoncello, Frangelico.

Liofilizado: Processo industrial de desidratação através do congelamento rápido do alimento e subsequente remoção da água por sublimação (água congelada passa direto para vapor). Preserva sabor, cor, nutrientes e permite reconstituição. Frutas liofilizadas (morango, framboesa) são usadas em pó para aromatizar e colorir naturalmente massas, coberturas e chocolates.

Lustrar: Técnica de aplicar camada fina e brilhante sobre a superfície de uma sobremesa para conferir acabamento profissional, atrativo e proteger de ressecamento. Pode ser feito com geleia aquecida e passada com pincel, glacê espelhado, manteiga derretida ou xarope de açúcar. O lustre realça cores e dá aspecto apetitoso.

Lápis de confeiteiro: Ferramenta especializada usada para aplicar com precisão glacê, chocolate derretido, caramelo ou outros ingredientes decorativos em linhas finas, escritas, detalhes e desenhos elaborados em bolos e sobremesas. Permite controle detalhado similar a usar caneta ou lápis, criando decorações profissionais.

Lâmina (Faca de confeiteiro): Utensílio afiado usado para cortar bolos, tortas, frutas e outros doces com precisão. Existem diversos tipos: facas longas serrilhadas para fatiar bolos altos, lâminas lisas para cortes limpos, facas offset (cabo elevado) para aplicar coberturas. Lâminas devem ser limpas e afiadas para cortes perfeitos.


Macaron: Doce francês sofisticado e delicado feito com duas metades de biscoito à base de farinha de amêndoas, claras em neve e açúcar, unidas por recheio cremoso (ganache, buttercream, geleia). Caracteriza-se por casquinha lisa e brilhante, textura crocante por fora e macia por dentro, e “piézinhos” (collerette) na base. Requer técnica precisa.

Macerar: Técnica de imergir frutas (frescas ou secas), nozes ou outros ingredientes em líquido (licor, xarope, suco, vinho) por período prolongado (horas ou dias) para que absorvam sabor do líquido, amoleçam e liberem seus próprios sucos e aromas. Usado para preparar frutas para bolos, compotas, recheios e sobremesas. Exemplo: cerejas maceradas em kirsch.

Manga de confeitar (Saco de confeitar): Utensílio essencial em formato cônico feito de diversos materiais (silicone, plástico, tecido), equipado com bico intercambiável na ponta. Usado para decorar bolos, cupcakes e doces com coberturas, cremes, chantilly e glacês, permitindo criar padrões detalhados, escritas, flores, bordas e diversos efeitos decorativos. Versões descartáveis facilitam higiene.

Manteiga: Produto lácteo sólido feito batendo nata/creme de leite até separar a gordura do soro. É ingrediente fundamental em confeitaria, proporcionando sabor rico, textura macia, umidade e contribuindo para estrutura de massas e coberturas. Usada em temperatura ambiente para cremar, derretida para brownies, ou fria para massas quebradiças.

Manteiga clarificada: Manteiga pura de gordura, obtida derretendo manteiga lentamente e removendo completamente a água e os sólidos do leite (proteínas). Fica dourada e transparente, com ponto de fumaça mais alto. Usada em confeitaria quando se deseja sabor de manteiga sem risco de queimar ou quando é necessária gordura líquida que não se separa.

Maple Syrup (Xarope de bordo): Xarope natural doce e aromático feito a partir da seiva concentrada do bordo (árvore maple), colhida e fervida até engrossar. Possui sabor complexo e característico com notas de caramelo. Tradicional no Canadá e EUA, é usado em panquecas, waffles, coberturas de bolos, mousses, sorvetes e diversas sobremesas.

Marmorizado: Técnica decorativa de criar efeito visual de mármore em bolos, brownies e sobremesas misturando delicadamente duas ou mais cores/sabores de massa (geralmente baunilha e chocolate) sem homogeneizar completamente. Usa-se palito ou espátula fazendo movimentos circulares ou em S, criando padrão mesclado e atraente.

Marzipã (Maçapão): Pasta doce, maleável e aromática feita de amêndoas finamente moídas misturadas com açúcar e, tradicionalmente, clara de ovo ou glucose. Possui textura similar a massinha de modelar e sabor intenso de amêndoa. Usada para modelar figuras decorativas, cobrir bolos (especialmente bolos de frutas ingleses e Simnel cake), rechear bombons e criar frutas de marzipã.

Massa: Mistura de farinha, líquidos (água, leite, ovos) e outros ingredientes que, após trabalhada e/ou assada, forma a estrutura base de bolos, tortas, pães, biscoitos e diversos produtos de confeitaria e panificação. Existem inúmeros tipos de massa, cada uma com características, ingredientes e métodos de preparo específicos.

Massa choux (Pâte à choux): Massa cozida francesa única feita cozinhando água, manteiga, farinha e sal em panela, depois incorporando ovos. Durante o cozimento em forno, o vapor d’água interno expande violentamente, criando interior oco. Resulta em casca crocante e dourada com centro vazio, ideal para rechear. Usada em éclairs, profiteroles, carolinas, bombas e churros espanhóis.

Massa de biscuit (Massa de porcelana fria): Massa flexível, moldável e não comestível (embora atóxica) feita com amido, cola e glicerina, usada exclusivamente para criar decorações detalhadas, delicadas e realistas para bolos. Permite modelar flores, figuras, laços e elementos que seriam difíceis com pasta americana, secando ao ar e ficando firmes mas não quebradiças.

Massa folhada (Pâte feuilletée): Massa clássica francesa laminada composta por centenas de camadas finíssimas alternadas de massa e manteiga pura. Preparada através de processo meticuloso de dobrar e estender repetidamente, intercalando descansos em refrigerador. Assa criando textura incrivelmente crocante, leve, aerada e escamosa. Base de croissants, vol-au-vents, palmiers, mil-folhas e napoleons.

Mel: Substância viscosa, doce e aromática produzida naturalmente por abelhas a partir do néctar coletado de flores. Composto principalmente de frutose e glucose, possui sabor complexo que varia conforme a origem floral. Usado como adoçante natural em bolos, biscoitos, pães, coberturas e como ingrediente em doces tradicionais como pé-de-moleque e nougat.

Melado (Melado de cana): Xarope espesso, escuro e viscoso feito pela concentração do caldo de cana-de-açúcar por fervura prolongada, sem refino. Possui sabor intenso, robusto e caramelizado com notas de melaço. Usado como adoçante natural em receitas rústicas, bolos caseiros, pães, biscoitos e preparações que se beneficiam de seu sabor marcante.

Merengue italiano: Tipo de merengue feito adicionando calda de açúcar fervente (em ponto de bala) a claras em neve enquanto se bate continuamente, cozinhando as claras pelo calor. Resulta em merengue extremamente estável, brilhante, firme e sedoso, ideal para coberturas, recheios, buttercream italiano, mousses e decorações que não precisam ir ao forno.

Meringue (Suspiro): Preparação doce e aerada feita batendo claras de ovo com açúcar até formar picos firmes. Existem três tipos: francês (claras cruas + açúcar), suíço (claras + açúcar aquecidos em banho-maria) e italiano (com calda quente). Pode ser assado lentamente até secar completamente (suspiros crocantes) ou usado como cobertura, recheio ou elemento de tortas.

Mexer: Ação de revolver, movimentar ou agitar um ingrediente ou mistura usando colher, espátula ou outro utensílio em movimento circular ou vai-e-vem. Difere de bater por ser mais suave e lento, não incorporando ar. Usado para homogeneizar ingredientes, evitar que preparações grudem no fundo da panela ou para misturar delicadamente.

Micronizar: Processo de reduzir um ingrediente a partículas extremamente finas e uniformes, com tamanho microscópico. No contexto de confeitaria, refere-se especialmente ao açúcar de confeiteiro (micronizado até virar pó impalpável) e cacau em pó ultrafino. Partículas minúsculas dissolvem-se rapidamente e criam texturas mais suaves.

Misturar: Ação básica e fundamental de combinar dois ou mais ingredientes até que se integrem formando uma mistura relativamente homogênea e uniforme. Pode ser feito manualmente com colher, espátula, fouet, ou mecanicamente com batedeira ou processador. A intensidade e método de mistura variam conforme o resultado desejado.

Modelagem: Técnica artística de moldar e esculpir materiais flexíveis como pasta americana, marzipã, chocolate plástico ou massa de biscuit para criar formas decorativas tridimensionais: figuras, flores, animais, personagens, objetos. Requer habilidade manual, ferramentas específicas (estecas, cortadores, moldes) e criatividade.

Modelar: Trabalhar manualmente um ingrediente ou preparação flexível para criar ou dar forma específica, seja funcional (modelar pães em formato de trança) ou decorativa (modelar flores de açúcar). Requer material na consistência adequada – nem muito duro nem pegajoso – e pode usar ferramentas auxiliares.

Moldagem de chocolate: Técnica de derreter chocolate temperado e despejá-lo em moldes específicos de policarbonato ou silicone para criar bombons, barras, decorações ou esculturas com formato definido. Após resfriamento e cristalização adequados, o chocolate se solta facilmente do molde com superfície brilhante e quebradiça. Requer temperagem correta.

Molde: Recipiente rígido ou flexível com formato específico (redondo, retangular, figuras) usado para dar forma a chocolates, bombons, gelatinas, pudins, mousses e outras preparações. Materiais incluem metal, silicone, plástico e policarbonato. Moldes de silicone facilitam desenformação; policarbonato cria chocolates brilhantes.

Montagem: Processo final e artístico de combinar e arranjar várias camadas, elementos ou componentes de uma sobremesa (massas, recheios, coberturas, decorações) na apresentação final. Requer organização, técnica, atenção a proporções e equilíbrio estético. Exemplo: montar entremets intercalando camadas de biscuit, mousse e glacê espelhado.

Mordente: Termo que descreve o ponto exato em que uma massa ou mistura atinge a consistência, textura e características ideais para ser assada, moldada, enformada ou receber próximo passo do processo. Reconhecer o ponto correto é habilidade fundamental do confeiteiro, desenvolvida com experiência e observação.

Mousse: Sobremesa francesa clássica com textura extraordinariamente leve, aerada e cremosa, obtida incorporando claras em neve ou chantilly batido a uma base cremosa (creme inglês, ganache, purê de frutas). Estabilizada com gelatina, pode ser de chocolate, frutas, café, caramelo. Derrete suavemente na boca proporcionando experiência luxuosa.


Namelaka: Creme de chocolate moderno de origem japonesa, conhecido por textura sedosa, aveludada e ultra-cremosa. Feito com chocolate de qualidade, creme de leite, leite e gelatina, emulsionados cuidadosamente. Possui consistência entre ganache e mousse, sendo mais estável que chantilly e menos firme que ganache. Versátil para rechear, cobrir ou servir como elemento principal em sobremesas contemporâneas.

Namelaka de maracujá: Variante tropical e refrescante do creme namelaka tradicional, feita substituindo parte do líquido por polpa concentrada de maracujá. Mantém textura sedosa característica enquanto adiciona acidez equilibrada e sabor exótico intenso da fruta. Ideal para sobremesas tropicais, tortas, entremets e como contraste para chocolate branco ou mousse de coco.

Napagem: Cobertura transparente ou translúcida, brilhante e gelatinosa feita com açúcar, água, glucose e gelatina (ou pectina), frequentemente aromatizada. Aplicada com pincel sobre frutas frescas em tortas, petit fours e doces para dar brilho profissional intenso, proteger de oxidação e ressecamento, além de fixar frutas no lugar. Seca mantendo aspecto vítreo.

Napolitano: Sobremesa ou bolo composto por camadas horizontais distintas de diferentes sabores e cores, geralmente três (chocolate, baunilha e morango ou outras combinações). Quando cortado, revela faixas coloridas atraentes. Pode ser sorvete (napolitano clássico italiano), bolo ou pudim. Combina texturas e sabores complementares.

Napê (Ponto napê): Estágio ideal de cozimento de cremes e molhos (especialmente creme inglês/crème anglaise) quando atinge consistência cremosa e aveludada suficiente para cobrir e aderir uniformemente às costas de uma colher sem escorrer imediatamente. Teste: passar dedo nas costas da colher coberta deve deixar rastro limpo que não se fecha. Indica cozimento perfeito das gemas.

Napper: Termo francês que significa cobrir uniformemente uma preparação com líquido ou preparação semifluida (molho, creme, geleia, fondant), criando camada lisa e homogênea. Também se refere ao ponto napê descrito acima. A técnica requer consistência adequada do líquido e movimentos suaves para distribuição uniforme.

Nata: Camada superior rica em gordura que se forma naturalmente na superfície do leite fresco quando deixado em repouso. É a base para fazer creme de leite, manteiga e chantilly. Em alguns países, “nata” refere-se ao creme de leite fresco. Usada em cremes, recheios, coberturas e sobremesas tradicionais europeias.

Nectarina: Fruta de caroço da mesma espécie do pêssego mas com pele lisa (sem penugem), polpa firme, suculenta e sabor doce-ácido equilibrado. Usada em compotas, tortas, tartes, assada com açúcar e especiarias, ou fresca como decoração. Cores variam de amarelo a vermelho-escuro dependendo da variedade.

Neve (claras em neve): Claras de ovo batidas vigorosamente até incorporar ar e formar picos firmes, brancos e brilhantes, aumentando volume significativamente (até 8 vezes). Técnica fundamental em confeitaria, usada em merengues, suflês, mousses, bolos angel food, para dar leveza e estrutura. Claras devem estar frias, sem traços de gema, e tigela completamente limpa.

Nibs de cacau: Pedaços pequenos e irregulares de grãos de cacau torrados e quebrados, com casca removida. Possuem textura crocante e sabor intenso, puro e ligeiramente amargo de chocolate sem açúcar. Usados para adicionar crocância e profundidade de sabor a sobremesas, brownies, cookies, barras de granola, sorvetes ou como topping de bolos.

Noir (chocolate noir): Termo francês para chocolate escuro, amargo ou meio-amargo, com alto teor de cacau (geralmente 50-90%) e pouco ou nenhum açúcar. Possui sabor profundo, complexo e menos doce, sendo valorizado por apreciadores e usado em preparações sofisticadas. Quanto maior o percentual de cacau, mais intenso e menos doce.

Noisette: Termo francês para avelã, fruto seco aromático muito usado em confeitaria europeia. Também se refere a preparações com sabor ou cobertura de avelã: pralinés, cremes, sorvetes, pastas. Avelãs torradas desenvolvem sabor mais profundo. Base do Nutella e ingrediente do Ferrero Rocher.

Nougat: Doce tradicional mediterrâneo feito de mel ou açúcar aquecido, claras em neve e nozes (tradicionalmente amêndoas, pistaches ou avelãs), às vezes com frutas cristalizadas. Possui textura mastigável ou crocante dependendo da receita, cor branca ou marrom. Variações incluem nougat francês (Montélimar), italiano (torrone) e espanhol (turrón).

Nougatine: Variante crocante do nougat feita com caramelo claro e amêndoas picadas (ou outras nozes), espalhada fina e resfriada até endurecer. Quebra-se em pedaços irregulares ou, enquanto quente e maleável, pode ser moldada em formas decorativas. Usada como decoração elegante, elemento crocante em sobremesas ou consumida pura.

Nozes: Categoria ampla de frutos secos com casca dura externa e semente comestível interna rica em gorduras saudáveis. Inclui castanhas, amêndoas, avelãs, nozes-pecã, macadâmias, pistaches, castanhas-de-caju. Usadas inteiras, picadas, moídas ou em pasta, adicionam sabor, textura crocante e valor nutricional a inúmeras preparações.

Néctar: Líquido doce e concentrado extraído ou espremido de frutas maduras, com consistência mais espessa que suco. Contém polpa de fruta e maior teor de açúcares naturais. Usado como adoçante natural em caldas, mousses, sorvetes e geleias, ou diluído para bebidas. Preserva sabor autêntico da fruta.


Obláta: Folha finíssima, translúcida e comestível feita tradicionalmente de farinha e água (semelhante a hóstia), usada para envolver doces pegajosos como nougat, turrón e alguns tipos de caramelo. Evita que grudem, facilita manuseio e consumo, sendo completamente comestível e dissolvendo na boca. Também chamada de papel de hóstia.

Obulato: Folha comestível fina e transparente feita de amido de batata (fécula), similar à obláta mas com composição diferente. Usada para envolver doces pegajosos, balas de goma e caramelos, evitando que grudem e facilitando embalagem. Dissolve-se rapidamente ao contato com umidade ou saliva.

Opera cake (Ópera): Bolo francês sofisticado e elegante composto por múltiplas camadas finas alternadas de biscuit Joconde embebido em calda de café, buttercream de café e ganache de chocolate, finalizado com glacê espelhado de chocolate. Possui aparência refinada com camadas visíveis perfeitamente alinhadas. Criado na Paris Opera House, é símbolo da alta confeitaria francesa.

Orelhas de abade (Orelhas-de-abade): Doce tradicional português frito, feito com massa rica em gemas, farinha, açúcar e limão, moldada em formato que lembra orelhas, frita em óleo quente até dourar e polvilhada generosamente com açúcar e canela. Possui textura crocante por fora e macia por dentro, com sabor adocicado delicado.

Ornamento: Elementos decorativos comestíveis usados para enfeitar, adicionar cor, elegância e apelo visual a sobremesas. Incluem flores de açúcar, chocolate moldado ou temperado em formas artísticas, frutas frescas ou cristalizadas, folhas de hortelã, ouro comestível, pérolas de açúcar, entre outros. Devem harmonizar esteticamente com a sobremesa.

Osmose: Processo natural usado em confeitaria para desidratar parcialmente frutas mantendo forma, textura e concentrando sabores. Frutas são colocadas em solução de açúcar altamente concentrada; a água das frutas migra para fora enquanto açúcar penetra. Usado na preparação de frutas cristalizadas, conservas e algumas decorações.

Osmose inversa: Técnica avançada de purificação de água usando membranas semipermeáveis e pressão para remover impurezas, minerais, contaminantes e partículas, obtendo água extremamente pura. Usada em processos industriais de confeitaria e panificação de alta qualidade onde pureza da água é crítica para consistência e sabor dos produtos.

Ouro comestível: Folhas finíssimas ou pó de ouro 22-24 quilates (ouro puro) aprovado para consumo alimentar. Completamente atóxico e sem sabor, usado exclusivamente para decoração luxuosa de bolos, chocolates, sobremesas gourmet e doces de celebração. Adiciona brilho metálico impressionante e toque de sofisticação e opulência.

Ovo maltine (Ovomaltine): Chocolate em pó crocante suíço feito com malte, cacau e leite, com textura granulada característica. Muito usado na confeitaria para adicionar sabor maltado único e textura crocante a trufas, recheios de brigadeiro gourmet, coberturas, mousses e sorvetes. Popular no Brasil para brigadeiro de ovomaltine.

Ovo poche (Ovo escalfado): Ovo cozido fora da casca em água levemente fervente com vinagre ou limão, resultando em clara firme e gema líquida ou cremosa. Raramente usado em sobremesas, mas pode aparecer em preparações fusion experimentais, brunches especiais ou como elemento em sobremesas salgado-doces contemporâneas.


Pasta americana: Cobertura moldável, lisa e flexível feita principalmente de açúcar de confeiteiro, glucose, gelatina e glicerina. Possui textura similar a massinha de modelar, podendo ser estendida finamente com rolo para cobrir bolos completamente, criando acabamento impecavelmente liso. Também usada para modelar decorações, flores, figuras e detalhes. Aceita corantes, pode ser aromatizada e seca ao ar ficando firme. Muito popular em bolos de festa.

Pasta de amêndoa (Pasta de amêndoas): Mistura semifluida ou moldável de amêndoas finamente moídas misturadas com açúcar e, às vezes, clara de ovo ou glucose. Similar ao marzipã mas geralmente com menos açúcar e textura mais úmida. Usada como recheio de tortas, base para macarons, ingrediente em bolos e para modelar decorações. Sabor intenso de amêndoa.

Pastel de nata (Pastel de Belém): Doce português icônico composto por cestinha de massa folhada crocante e dourada recheada com creme cremoso, sedoso e levemente caramelizado feito à base de gemas, leite, açúcar e farinha. Tradicionalmente polvilhado com canela. Servido morno, possui contraste perfeito entre textura crocante externa e recheio macio. Patrimônio gastronômico português.

Passar por (coar/filtrar): Técnica de passar preparações líquidas ou semi-líquidas através de coador, peneira fina ou chinois (coador cônico) para reter partículas sólidas, grumos, sementes ou impurezas, obtendo líquido completamente liso e homogêneo. Essencial para cremes inglês, caldas, coulis e preparações que requerem textura sedosa impecável.

Pavlova: Sobremesa espetacular de origem australiana/neozelandesa, composta por base grande de merengue assada lentamente até criar exterior crocante e quebradiço com centro macio tipo marshmallow. Tradicionalmente coberta com chantilly generoso e frutas frescas coloridas (kiwi, morangos, maracujá). Batizada em homenagem à bailarina Anna Pavlova. Leve, doce e visualmente impressionante.

Peneirar (Tamisar): Passar ingredientes secos (farinha, açúcar de confeiteiro, cacau em pó, fermento) através de peneira fina ou tamis para remover grumos, partículas maiores e aerá-los. Ingredientes peneirados misturam-se mais facilmente, evitam grumos nas preparações e criam texturas mais leves e homogêneas em massas e coberturas. Etapa fundamental para qualidade.

Petit four: Categoria de pequenos doces e bolos delicados, refinados e ricamente decorados, tradicionalmente servidos no final de refeições formais com café ou chá. Nome significa “pequeno forno” em francês. Incluem biscoitos glaceados, mini tortas, bombons, merengues, macarons e outros doces em tamanho de uma ou duas mordidas, apresentados com elegância.

Picar: Técnica de cortar um ingrediente em pedaços pequenos e irregulares usando faca afiada, tesoura culinária ou processador de alimentos. Tamanho varia de grosseiramente picado (pedaços maiores) a finamente picado (quase pó). Usado para nozes, chocolate, frutas cristalizadas, que serão incorporados a massas, coberturas ou usados como topping.

Pistache: Noz pequena, alongada e verde-clara com sabor delicado, levemente adocicado e distintivo. Muito valorizada em confeitaria por sua cor vibrante natural e sabor único. Usada inteira torrada e salgada, moída em pastas e cremes, ou em lascas para decorar. Ingrediente de baklava, macarons, sorvetes, nougat e diversos doces orientais e mediterrâneos.

Pitanga: Fruta brasileira nativa de cor vermelha ou preta quando madura, tamanho pequeno, sabor adocicado com leve acidez e aroma característico. Rica em vitamina C, usada para fazer sucos, geleias, sorvetes, mousses e como elemento em sobremesas tropicais. Pode ser usada fresca ou em polpa congelada.

Polvilhar: Técnica delicada de cobrir levemente a superfície de uma preparação com ingrediente em pó (açúcar de confeiteiro, cacau, canela, coco ralado) usando peneira ou polvilhador, criando camada fina, uniforme e decorativa. Movimento deve ser suave para distribuição homogênea. Usado como toque final decorativo e para adicionar sabor sutil.

Ponto: Estágio específico de cozimento, temperatura ou consistência que um ingrediente ou preparação deve atingir para estar adequado ao uso ou próxima etapa. Exemplos: ponto de neve (claras firmes), ponto de fita (gemas claras e volumosas), ponto de brigadeiro (desgruda da panela), ponto de bala (caldas em temperaturas específicas), ponto de caramelo (açúcar dourado).

Ponto de Bico: Consistência ideal de coberturas (buttercream, glacê real, chantilly) para decorar com manga e bicos de confeitar, formando e mantendo desenhos, rosetas, bordas e escritas definidos sem desmoronar ou escorrer. Deve ser firme o suficiente para segurar forma mas macio o suficiente para fluir suavemente pelo bico.

Ponto de Pomada: Consistência ideal da manteiga para uso em confeitaria – amolecida em temperatura ambiente até ficar cremosa e maleável (similar a pomada), mas ainda firme e não derretida. Nesta temperatura, mistura-se facilmente com açúcar para cremar, incorpora uniformemente em massas e aceita aeração adequada. Geralmente 18-20°C.

Ponto de enrolar: Consistência específica de massas e recheios (como brigadeiro, beijinho, doce de leite) quando estão suficientemente firmes e macias para serem moldadas, enroladas em bolinhas ou outras formas com as mãos, sem grudar excessivamente nos dedos ou desmanchar. Geralmente atingida após cozimento adequado e resfriamento parcial.

Praliné (Pralinê): Preparação clássica feita caramelizando açúcar e incorporando nozes torradas (tradicionalmente amêndoas ou avelãs), depois esfriando, quebrando e moendo até formar pasta oleosa e aromática. Possui sabor intenso, rico e complexo de caramelo e nozes. Usado como recheio de bombons, trufas, para aromatizar coberturas, mousses, sorvetes e como elemento decorativo.

Pâte à choux: (Ver “Massa choux” já detalhado anteriormente)

Pâtisserie: Termo francês que designa tanto a arte e técnica de confeitaria quanto o estabelecimento especializado onde produtos de confeitaria são produzidos e vendidos. Refere-se especificamente à confeitaria francesa clássica, conhecida por suas técnicas refinadas, atenção a detalhes e produtos elegantes como éclairs, macarons, tartes e entremets.

Pão de ló: Bolo esponjoso, leve e aerado feito com ovos inteiros ou separados batidos com açúcar e farinha, geralmente sem gordura ou com quantidade mínima. A textura fofa vem do ar incorporado aos ovos. Usado como base para bolos recheados, tortas, charlottes e sobremesas montadas. Versões incluem pão de ló tradicional português, genovês (génoise), e biscuit.

Pérola de açúcar: Pequenas esferas duras e brilhantes de açúcar comprimido, disponíveis em diversas cores (branco, prata, dourado, coloridas). Usadas como decoração elegante em bolos, cupcakes, biscoitos e doces, adicionando textura crocante e brilho. Não derretem no forno. Tamanhos variam de minúsculas (nonpareils) a grandes (dragées).


Quark: Tipo de queijo fresco europeu (especialmente alemão) com textura cremosa, suave e sabor levemente ácido similar ao iogurte grego ou cream cheese. Contém menos gordura que cream cheese tradicional. Muito usado em sobremesas europeias como cheesecakes leves, mousses, recheios de tortas, strudels e como substituto mais saudável de cremes pesados.

Quatre-quarts: Bolo francês clássico cujo nome significa “quatro quartos”, referindo-se às proporções iguais dos quatro ingredientes principais: farinha, açúcar, manteiga e ovos (cada um representando 1/4 do peso total). Similar ao pound cake inglês, possui textura densa, úmida e sabor amanteigado rico. Base para variações com frutas, chocolate ou aromatizantes.

Quatre-épices: Mistura francesa tradicional de quatro especiarias moídas: pimenta preta, noz-moscada, cravo e gengibre (proporções variam). Embora mais comum em preparações salgadas, é usada em alguns doces tradicionais franceses, pães de especiarias (pain d’épices), gingerbread e biscoitos, conferindo calor aromático e complexidade.

Quebra-queixo: Doce brasileiro tradicional feito com coco ralado, açúcar e ovos (ou leite), cozido até engrossar e formar massa dura, compacta e quebradiça quando esfria. Nome vem da textura extremamente dura que “quebra o queixo” ao morder. Possui sabor intenso e concentrado de coco caramelizado. Popular no Nordeste do Brasil.

Queijadinha: Doce brasileiro tradicional feito com queijo ralado (geralmente minas ou parmesão), coco ralado, ovos, açúcar e leite condensado, assado em forminhas de papel até dourar. Possui textura úmida, macia e sabor marcante que combina doce do coco com salgado sutil do queijo. Popular em festas juninas e padarias.

Queijo mascarpone: Queijo cremoso italiano feito com creme de leite, extremamente macio, rico e com sabor suave e levemente doce. É ingrediente fundamental do tiramisù clássico, mas também usado em cheesecakes, mousses, coberturas, recheios e como acompanhamento de frutas. Textura similar a cream cheese mas mais delicada e menos ácida.

Queimado (Caramelizado): Técnica de aplicar calor intenso e direto à superfície de açúcar ou preparações açucaradas usando maçarico culinário, gratinador (broiler) ou ferro quente para caramelizar rapidamente, criando crosta crocante, dourada ou escura com sabor de caramelo. Assinatura do crème brûlée e usado em outras sobremesas para contraste de textura.

Quenelle: Forma ovalada elegante e estilizada criada usando duas colheres para moldar alimentos cremosos ou semifluidos. Movimento consiste em passar a preparação de uma colher para outra repetidamente até formar óvalo liso e bonito. Usado para apresentar sorvetes, mousses, chantilly, ganache e outros elementos cremosos de forma sofisticada em empratamentos profissionais.

Quenelle de ganache: Ganache (creme de chocolate) moldado na forma oval característica de quenelle usando técnica de duas colheres. Usado como elemento decorativo principal ou acompanhamento elegante em pratos de confeitaria contemporânea, empratamentos de restaurantes e sobremesas à la carte. Adiciona sofisticação visual.

Quindim: Doce brasileiro tradicional icônico feito com gemas de ovo, açúcar, coco ralado e manteiga, assado em banho-maria em forminhas individuais. Possui cor amarelo-ouro vibrante, textura cremosa e brilhante na parte superior com base de coco mais firme, e sabor intensamente doce. Desenforma invertido. Herança da doçaria portuguesa adaptada no Brasil.


Ralar: Técnica de reduzir ingredientes sólidos a partículas finas, tiras ou lascas usando ralador manual ou processador de alimentos. Usado para chocolate (criar raspas decorativas ou para derreter), casca de frutas cítricas (zest aromático), coco fresco, queijo, gengibre. O tamanho da grade determina espessura do resultado: fina, média ou grossa.

Rame (Assar em banho-maria): (Ver “Banho-maria assar” já detalhado anteriormente na letra B)

Ramequim (Ramekin): Pequeno recipiente individual de cerâmica, vidro ou porcelana refratária com lados retos, tradicionalmente usado para assar e servir porções individuais de suflês, crème brûlée, pudins, pot de crème, lava cakes e outras sobremesas. Proporciona apresentação elegante e controle preciso de porções. Tamanhos variam geralmente de 60 a 250ml.

Raspar a casca de frutas cítricas (Zest): Técnica de remover apenas a camada externa colorida e aromática da casca de frutas cítricas (limão, laranja, lima) usando ralador fino, zester ou descascador, evitando a parte branca interna (albedo) que é amarga. As raspas contêm óleos essenciais intensamente aromáticos, usados para aromatizar massas, cremes, caldas, glacês e coberturas.

Raspas (Zest): Finas tiras ou partículas da casca externa colorida de frutas cítricas, obtidas ralando ou cortando apenas a camada superficial pigmentada rica em óleos aromáticos. Usadas para aromatizar e decorar preparações de confeitaria, conferindo sabor cítrico intenso sem acidez do suco. Podem ser finas (raladas) ou em tiras longas (com descascador).

Ratatouille doce: Adaptação criativa e contemporânea do prato francês tradicional de legumes, transformada em versão doce substituindo vegetais por frutas (maçãs, peras, frutas vermelhas) arranjadas decorativamente em camadas finas sobrepostas, temperadas com açúcar, especiarias e assadas. Cria apresentação visual impressionante similar ao ratatouille original mas com perfil doce.

Reação de Maillard: Processo químico complexo que ocorre quando proteínas e açúcares são aquecidos juntos (geralmente acima de 140°C), produzindo centenas de compostos aromáticos e pigmentos marrons. Responsável pela cor dourada, sabor caramelizado e aroma característicos de produtos assados. Fundamental para cor e sabor de bolos, biscoitos, croissants e outros assados.

Rechear: Técnica de preencher o interior de massas (bolos, tortas, éclairs, profiteroles, donuts), frutas ocas ou outros alimentos com recheio cremoso, geléia, ganache, creme, doce de leite ou outros ingredientes complementares. Adiciona umidade, sabor, textura contrastante e interesse ao produto. Recheios devem harmonizar com a massa/base.

Recheio: Preparação cremosa, gelatinosa ou pastosa usada para preencher o interior de bolos, tortas, doces e sobremesas. Tipos incluem cremes (pâtissière, chantilly, mousseline), geleias e compotas, ganache, doce de leite, frutas, buttercream, entre outros. Deve complementar sabor da massa, adicionar umidade e criar camadas de sabor e textura.

Recortar: Técnica de cortar formas específicas em massa previamente esticada usando cortadores de biscoitos (metal ou plástico) em diversos formatos, faca afiada seguindo molde ou carretilha. Usado para fazer biscoitos decorativos, elementos de massa para decoração de tortas e criar formas padronizadas. Massa deve estar fria e firme para cortes limpos.

Reduzir: Técnica de manter um líquido (calda, suco, creme) em ebulição ou fervura suave para que água evapore progressivamente, diminuindo volume e aumentando concentração. Resultado é líquido mais espesso, viscoso, com sabor intensificado e cores mais profundas. Usado em coulis de frutas, caldas de caramelo, molhos e reduções.

Refrigerar: Colocar uma preparação na geladeira (temperatura aproximada 4°C) para resfriar, firmar estrutura, solidificar gorduras, estabilizar emulsões ou conservar. Etapa essencial para firmar ganaches, mousses, massas de biscoito antes de assar, cheesecakes após assar, e para conservação de produtos perecíveis com cremes e laticínios.

Rehidratar: Processo de adicionar água ou líquido a ingredientes secos, desidratados ou liofilizados para restaurar sua umidade, volume e textura originais ou próximas. Essencial para gelatina (hidratar em água fria antes de aquecer), frutas secas (ficam macias após hidratação em líquido), fermento biológico seco, entre outros.

Reservar: Manter uma preparação, ingrediente ou componente de lado, em local adequado e temperatura correta, para uso posterior em etapa seguinte da receita. Pode significar manter em temperatura ambiente, refrigerado ou aquecido dependendo do contexto. Organização e reserva adequadas são fundamentais para fluxo eficiente de trabalho.

Retirar gorduras e resíduos (Escumar): Usar colher, escumadeira ou espátula para remover cuidadosamente a espuma, nata, gordura flutuante e impurezas que se formam na superfície de líquidos durante fervura ou cozimento (caldas, cremes, compotas). Resulta em preparação final mais límpida, clara e com textura mais refinada.

Retirar a polpa (Esvaziar): Técnica de escavar ou remover o conteúdo interno de frutas, legumes ou outras preparações usando colher, descaroçador ou faca, criando cavidade oca para rechear. Usado para esvaziar maçãs antes de assar, criar cascas de frutas para sobremesas (limão siciliano recheado), ou remover sementes e polpa central.

Rochers: Pequenos doces franceses feitos com merengue misturado ou coberto com coco ralado, amêndoas laminadas ou chocolate, formando montes irregulares que lembram rochas. Assados lentamente até secar e ficar crocantes por fora mantendo interior levemente macio. Nome significa “rochas” em francês devido à aparência irregular e texturizada.

Rolinho de canela (Cinnamon roll): Pão doce em espiral feito enrolando massa fermentada macia espalhada com manteiga, açúcar e canela, cortando em rolos e assando até dourar. Geralmente coberto com glacê de cream cheese ou açúcar de confeiteiro. Popular nos EUA e Escandinávia, possui aroma irresistível de canela e textura macia e úmida.

Rolo de massa: Utensílio cilíndrico alongado feito de madeira, mármore, inox, silicone ou plástico, usado para estender e abrir massas (torta, biscoito, pasta americana) aplicando pressão uniforme e movimentos de vai-e-vem. Rolos de mármore mantêm-se frios (ideal para massas amanteigadas); madeira é tradicional; silicone é antiaderente; versões com anéis reguladores mantêm espessura uniforme.

Roux: Mistura de farinha e gordura (geralmente manteiga) cozidas juntas em proporções iguais, usada como base para espessar molhos e cremes. Cozimento varia de roux branco (poucos minutos) a roux escuro (até 45 minutos), cada um com cor e sabor distintos. Na confeitaria, roux branco pode ser base de cremes especiais.

Royal icing (Glacê real): (Ver “Glacê real” já detalhado anteriormente na letra G)

Rum: Bebida alcoólica destilada produzida a partir de cana-de-açúcar ou melaço, popular em confeitaria para aromatizar e embeber preparações. Variedades incluem rum branco (sabor suave), dourado (envelhecido, mais complexo) e escuro (robusto). Usado em babas au rhum, tiramisù, trufas, caldas para embeber bolos, bananas flambadas e diversos doces.

Rústico: Estilo de apresentação e preparo que valoriza aparência natural, imperfeita, artesanal e caseira de sobremesas, em contraste com acabamentos perfeitos e polidos profissionais. Tortas rústicas têm bordas irregulares dobradas à mão, bolos podem ter cobertura texturizada propositalmente, elementos decorativos são naturais. Transmite autenticidade e charme.


Sabayon (Zabaione): Creme italiano clássico leve, espumoso e alcoólico feito batendo gemas de ovo com açúcar e vinho doce (tradicionalmente Marsala) em banho-maria até engrossar e formar espuma cremosa e volumosa. Servido quente ou frio, como molho para acompanhar frutas frescas, ou sozinho em taças. Textura arejada e sabor refinado.

Sablé (Biscoito): Biscoito francês tradicional feito com massa rica em manteiga (pâte sablée), resultando em textura extremamente quebradiça, amanteigada e que derrete na boca. Nome significa “arenoso” em francês, referindo-se à textura delicada. Pode ser simples, com açúcar cristal por cima, ou mais elaborado com chocolate, frutas secas ou especiarias.

Saborizante: Ingrediente concentrado (natural ou artificial) usado para conferir ou realçar sabor específico em preparações de confeitaria. Incluem essências, extratos, aromas, óleos essenciais, emulsões. Exemplos: baunilha, morango, chocolate, café, menta, coco. Devem ser usados em quantidades controladas conforme fabricante indica.

Saborizar: Processo de adicionar sabores distintos a alimentos ou preparações através de ingredientes aromatizantes (essências, extratos, especiarias, frutas, licores) para realçar, modificar ou criar perfis de sabor específicos. Pode ser feito por infusão, mistura direta, maceração ou outras técnicas.

Sacher (Sachertorte): Bolo de chocolate austríaco icônico criado em Viena, composto por camadas de massa densa de chocolate intercaladas com finíssima camada de geleia de damasco e coberto completamente com ganache ou glacê de chocolate escuro brilhante. Possui sabor intenso de chocolate com contraste sutil da acidez do damasco. Servido tradicionalmente com chantilly.

Sagu: Pérolas pequenas e translúcidas de tapioca (fécula extraída da mandioca) usadas em sobremesas brasileiras tradicionais. Cozidas em líquidos doces (vinho tinto com açúcar e especiarias, ou leite com açúcar) até ficarem translúcidas e gelatinosas. Servidas frias ou mornas, geralmente acompanhadas de creme. Textura única e visual atraente.

Sabler: Termo francês que identifica técnica fundamental de confeitaria para incorporar manteiga fria cortada em cubos pequenos à farinha usando pontas dos dedos, friccionando rapidamente até formar textura esfarelada e arenosa semelhante a areia grossa. Evita desenvolvimento excessivo de glúten, resultando em massas quebradiças e delicadas. Primeira etapa da pâte sablée (massa sablée).

Savarin: Bolo francês clássico feito com massa de brioche assada em forma de anel (rosca), generosamente embebido após assar em calda de açúcar aromatizada com rum, kirsch ou outro licor. Centro oco é tradicionalmente preenchido com chantilly e frutas frescas. Similar ao baba au rhum mas formato maior e coletivo.

Semifreddo: Sobremesa italiana semifrozen (semi-congelada) com textura entre sorvete e mousse – cremosa, suave e que derrete facilmente na boca. Feita geralmente com creme de leite batido, merengue italiano e saborizantes (chocolate, frutas, café, nozes), congelada sem necessidade de bater durante congelamento. Mais fácil que sorvete tradicional, textura sofisticada.

Shortcrust (Pâte brisée): Massa básica quebrada anglo-saxã usada para tortas salgadas e doces, quiches e bases de tortas. Feita com farinha, manteiga fria, água e pitada de sal, trabalhada minimamente para manter textura quebradiça. Similar à pâte brisée francesa, possui textura crocante mas menos rica que pâte sablée.

Spatula (Espátula): (Ver “Espátula” já detalhado anteriormente na letra E)

Sprinkles (Granulado): Pequenos confeitos coloridos em formato de bastões finos, cilindros ou outras formas pequenas, feitos com açúcar, amido, corantes e cobertura, usados abundantemente para decorar bolos, cupcakes, donuts, sorvetes e outras sobremesas. Também chamados de granulado colorido. Adiciona cor vibrante, textura crocante e apelo festivo.

Stevia (Stévia): Adoçante natural zero calorias derivado das folhas da planta Stevia rebaudiana, aproximadamente 200-300 vezes mais doce que o açúcar. Usado como substituto do açúcar em confeitaria para diabéticos ou quem busca reduzir calorias. Pode deixar sabor residual levemente amargo ou de alcaçuz. Requer adaptação de receitas.

Streusel (Farofa doce): Cobertura crocante e esfarelada de origem alemã, feita com farinha, açúcar e manteiga fria trabalhados até formar textura arenosa, geralmente com adição de canela, nozes ou aveia. Polvilhada sobre tortas de frutas, muffins, coffee cakes antes de assar, cria camada dourada, crocante e deliciosa que contrasta com recheios úmidos.

Strudel: Pastel tradicional austro-húngaro feito com massa finíssima esticada manualmente até ficar quase transparente (massa filo), recheada com maçãs temperadas com canela, açúcar, passas e nozes, enrolada e assada até dourar e ficar crocante. Servido morno polvilhado com açúcar de confeiteiro. Versões incluem recheios de cereja, queijo cottage ou sementes de papoula.

Suflê (Soufflé): Sobremesa francesa clássica e espetacular, leve e aerada feita com base cremosa (creme pâtissière ou purê) misturada delicadamente com claras em neve batidas, assada em ramequim alto. Cresce dramaticamente no forno criando topo dourado elevado. Deve ser servido imediatamente pois murcha rapidamente. Sabores tradicionais: chocolate, baunilha, Grand Marnier, limão.

Suspiro (Meringue): (Ver “Meringue” já detalhado anteriormente na letra M)


Talhar: Separação indesejada de emulsões ou misturas cremosas onde líquidos e sólidos se dividem, geralmente causada por temperatura inadequada, adição rápida de ingredientes incompatíveis ou excesso de aquecimento. Exemplo: ganache talhada (chocolate e creme separados), maionese talhada, creme inglês curdled (proteínas coaguladas separadas). Pode às vezes ser corrigida.

Tamisar (Peneirar): (Ver “Peneirar” já detalhado anteriormente na letra P)

Tarar: Ajustar ou zerar uma balança digital colocando recipiente vazio sobre ela e pressionando botão “tara/zero”, fazendo a balança descontar o peso do recipiente. Permite pesar apenas o ingrediente adicionado, facilitando medições precisas e sequenciais de múltiplos ingredientes no mesmo recipiente sem cálculos matemáticos.

Tarte Tatin: Torta francesa clássica invertida de maçãs caramelizadas, preparada caramelizando açúcar com manteiga em frigideira, arrumando fatias de maçã por cima, cobrindo com disco de massa e assando. Após assar, é invertida revelando maçãs caramelizadas brilhantes por cima. Servida morna com sorvete de baunilha ou crème fraîche.

Tartelette (Tortinha): Pequena torta individual com base de massa quebrada ou massa sablée assada em forminhas com bordas caneladas, recheada com creme pâtissière, ganache, lemon curd ou outros recheios, geralmente decorada com frutas frescas, chantilly ou glacê. Apresentação elegante e porções controladas, ideais para eventos e buffets.

Telha de amêndoas (Tuile): Biscoito finíssimo, delicado e extremamente crocante feito com amêndoas laminadas, açúcar, clara de ovo e manteiga, espalhado fino e assado. Enquanto ainda quente e maleável, é moldado sobre rolo ou superfície curva para criar formato de telha. Usado como elemento decorativo elegante ou para servir sorvetes e mousses.

Temperagem (Temperar chocolate): Técnica precisa e fundamental de derreter, resfriar e reaquecer chocolate em temperaturas específicas controladas para alinhar cristais de manteiga de cacau na estrutura estável (Forma V). Chocolate temperado corretamente tem superfície brilhante, quebra com estalo limpo, não derrete nas mãos facilmente e não desenvolve manchas brancas (bloom). Essencial para bombons, moldagens e decorações profissionais.

Tempering: Termo em inglês para temperagem de chocolate. (Ver “Temperagem” acima)

Teor de cacau: Percentagem de sólidos de cacau (líquor de cacau + manteiga de cacau) presentes em um chocolate, indicando seu nível de pureza, intensidade de sabor e amargor. Chocolate ao leite geralmente 30-45%; meio-amargo/dark 50-70%; amargo/extra dark 70-90%. Quanto maior o percentual, mais intenso, menos doce e mais complexo o sabor.

Terrine: Preparação moldada em forma retangular alongada chamada terrina, podendo ser doce ou salgada. Versões doces incluem terrines de frutas em gelatina, mousses em camadas, bavaroise. Desenformada em fatias mostrando camadas internas coloridas e texturas variadas. Apresentação elegante para buffets e eventos.

Tiragem: Processo cuidadoso de retirar bolos, tortas, biscoitos e outros assados do forno no momento exato em que estão prontos, usando luvas térmicas e movimentos seguros para evitar queimaduras, quedas ou danos aos produtos. Timing correto evita assar demais (ressecamento) ou de menos (centro cru).

Tiramisù: Sobremesa italiana icônica e amada mundialmente, composta por camadas de biscoitos champanhe (savoiardi/ladyfingers) embebidos em café expresso forte e licor (Marsala ou Amaretto), alternadas com creme cremoso de mascarpone batido com gemas e açúcar, polvilhada generosamente com cacau em pó. Nome significa “levanta-me” referindo-se ao café energizante. Servido gelado.

Torrone: Doce tradicional de origem italiana feito com mel ou açúcar, claras em neve batidas e amêndoas torradas ou outras nozes, às vezes com frutas cristalizadas. Possui textura que varia de macia e mastigável a dura e quebradiça dependendo da receita. Muito popular na Itália (especialmente no Natal), Espanha (turrón) e países mediterrâneos.

Trançado: Técnica decorativa de entrelaçar três ou mais tiras de massa (torta, folhada, brioche) em padrão de trança sobre tortas ou como forma estrutural de pães doces. Cria apresentação visual atraente e artesanal. Requer prática para manter tensão uniforme e padrão regular. Pincela-se com ovo antes de assar para dourar.

Trabalhar uma massa: Técnica de bater, misturar, sovar ou manipular uma massa repetidamente para incorporar ingredientes completamente, desenvolver glúten (em massas de pão), suavizar textura, dar corpo ou alcançar consistência homogênea. Pode ser feita manualmente na bancada, com fouet/espátula na tigela, ou mecanicamente com batedeira. Intensidade varia conforme objetivo.

Triturar: Técnica de quebrar, moer ou reduzir ingredientes duros ou secos a grânulos irregulares, pedaços pequenos ou pó grosseiro usando martelo culinário, pilão e almofariz, processador de alimentos ou mixer. Usado para quebrar nozes, fazer migalhas de biscoito, moer especiarias ou processar chocolate. Tamanho final varia do grosseiro ao fino.

Trufa: Doce sofisticado feito com ganache (chocolate + creme de leite) aromatizado, resfriado até firmar, moldado em bolinhas e coberto com cacau em pó, chocolate temperado, coco ralado, nozes picadas ou outras coberturas. Nome vem da semelhança com fungo trufa. Textura cremosa que derrete na boca, sabor intenso de chocolate. Versões incluem trufas recheadas e sabores variados.

Tuile (Telha): (Ver “Telha de amêndoas” já detalhado acima)

Tuille: Biscoito francês fino, delicado e extremamente crocante, semelhante às telhas de amêndoas, podendo incluir ou não amêndoas. Massa líquida é espalhada finíssima em forma (usando estêncil para formato uniforme), assada rapidamente e moldada enquanto quente. Usado como elemento decorativo vertical elegante, copo comestível para mousses ou acompanhamento de sobremesas.


Ube: Inhame ou batata-doce roxa filipina com cor púrpura vibrante natural e sabor levemente adocicado e amanteigado com notas de baunilha. Muito popular na culinária filipina e asiática, usado em sorvetes, bolos, pães, pudins, mousses e outras sobremesas. A cor roxa intensa é natural e visualmente impressionante, tornando-se tendência global em confeitaria contemporânea.

Ultracongelamento: Técnica industrial de congelamento extremamente rápido em temperaturas muito baixas (geralmente -40°C ou menos), que forma cristais de gelo minúsculos preservando melhor a estrutura celular, textura, sabor, cor e nutrientes dos alimentos. Usado comercialmente para preservar tortas, bolos, mousses, frutas e outros produtos de confeitaria com qualidade superior ao congelamento convencional.

Ultrapasteurizado: Processo de aquecimento rápido de produtos lácteos (creme de leite, leite) a temperaturas muito altas (135-150°C) por poucos segundos, depois resfriamento imediato. Elimina praticamente todos micro-organismos patogênicos e deterioradores, permitindo vida útil muito prolongada mesmo sem refrigeração até abrir. Amplamente usado em cremes de leite longa vida para confeitaria.

Umami: Um dos cinco gostos básicos (junto com doce, salgado, ácido e amargo), caracterizado por sabor salgado profundo, saboroso e complexo. Embora menos comum em sobremesas doces, chefs contemporâneos exploram umami em confeitaria gourmet experimental adicionando miso, shoyu, parmesão ou cogumelos desidratados em chocolates, caramelos e sobremesas fusion criando combinações surpreendentes e sofisticadas.

Umeboshi: Ameixa japonesa salgada, azeda e fermentada, com sabor intensamente ácido e salgado. Raramente usada em confeitaria tradicional, mas aparece ocasionalmente em confeitaria fusion moderna e experimental para criar contrastes ácido-salgado-doce em chocolates, caramelos, sorvetes e sobremesas contemporâneas que buscam perfis de sabor complexos e inesperados.

Untar: Técnica de aplicar camada fina e uniforme de gordura (manteiga, margarina, óleo, spray antiaderente) sobre a superfície interna de formas, assadeiras e moldes para evitar que massas e preparações grudem durante o cozimento, facilitando a desenformação perfeita. Pode-se untar apenas com gordura ou untar e polvilhar farinha/cacau por cima para proteção adicional.


Vacherin: Sobremesa francesa elaborada e espetacular feita com discos ou cestas de merengue crocante (geralmente merengue francês ou suíço assado lentamente), recheada generosamente com sorvete, chantilly e frutas frescas ou coulis. Pode ter formato redondo com bordas altas de merengue ou ser empilhado em camadas. Apresentação impressionante, textura contrastante entre crocante e cremoso.

Vanilina: Composto químico aromático principal responsável pelo sabor e aroma característicos da baunilha natural. Pode ser extraída naturalmente das vagens de baunilha ou produzida sinteticamente em laboratório como substituto mais econômico. Vanilina sintética tem sabor mais unidimensional comparada à complexidade da baunilha natural, mas é amplamente usada comercialmente por custo reduzido.

Vanilla (fava de baunilha): (Ver “Baunilha/Fava de baunilha” já detalhado anteriormente na letra B)

Velouté: Molho clássico francês base da culinária tradicional, feito com caldo (galinha, peixe, vitela) engrossado com roux branco. Embora principalmente usado em preparações salgadas, pode ser adaptado em versões doces experimentais para bases de cremes especiais ou como elemento em confeitaria fusion contemporânea que explora fronteiras entre doce e salgado.

Veludo (textura): Termo descritivo que caracteriza a textura excepcionalmente suave, macia, sedosa e aveludada de certas sobremesas e coberturas. Exemplos incluem bolo red velvet (bolo de veludo vermelho), ganache perfeitamente emulsionada, mousses bem batidas, cremes bem peneirados. A sensação na boca é luxuosa, sem granulosidade ou aspereza, derretendo suavemente.

Verbena-doce (Verbena): Erva aromática com fragrância cítrica e levemente floral, usada para infundir sabor em cremes inglês, caldas de açúcar, mousses, sorvetes e xaropes. Folhas frescas ou secas são mergulhadas em líquido quente para extrair óleos essenciais aromáticos, depois coadas. Proporciona perfume delicado e refrescante, popular na alta confeitaria francesa.

Verjuice (Suco de uva verde): Suco ácido e refrescante extraído de uvas verdes ou frutas não maduras, usado tradicionalmente na culinária mediterrânea. Na confeitaria contemporânea, adiciona acidez equilibrada, complexidade e brilho a sobremesas, sorbets, geleias, caldas e molhos sem o sabor característico do vinagre ou limão. Popular em confeitaria gourmet moderna.

Vermicelli: Fios muito finos de massa, macarrão ou açúcar usado em confeitaria principalmente para decoração. Na confeitaria asiática e indiana, vermicelli de arroz ou trigo fino é usado em pudins doces (kheer, seviyan). Versões de açúcar caramelizado são esticadas finamente criando fios decorativos delicados para adornar sobremesas sofisticadas.

Verter: Técnica de despejar lentamente e de forma controlada um líquido ou mistura fluida (calda, ganache, massa) sobre uma preparação, superfície ou dentro de formas. Movimento deve ser constante e suave para distribuição uniforme, evitando respingos, bolhas de ar excessivas ou derramamento. Usado ao verter massa em formas ou coberturas sobre bolos.

Vidrado: Técnica de cobrir completamente uma sobremesa com camada fina, lisa e translúcida de glacê, caramelo, gelatina ou chocolate espelhado, criando superfície transparente ou semitransparente extremamente brilhante que reflete luz como vidro ou espelho. Requer temperatura e consistência precisas da cobertura para fluir suavemente e criar acabamento impecável.

Vinagre balsâmico: Vinagre italiano envelhecido, escuro, espesso e complexo, feito de uvas (tradicionalmente Trebbiano), com sabor doce-ácido equilibrado e notas de caramelo. Na confeitaria gourmet contemporânea, versões envelhecidas e reduzidas são usadas em pequenas quantidades para realçar sabor de morangos frescos, adicionar acidez sofisticada a caramelos, ganaches e criar reduções balsâmicas para decorar pratos de sobremesa.

Vitamina C (Ácido ascórbico): Antioxidante natural usado em confeitaria para preservar cor vibrante de frutas (evita oxidação/escurecimento), fortalecer glúten em massas de pão doce, estabilizar claras batidas e manter frescor. Disponível em pó, pode ser adicionado em quantidades mínimas. Também usado como acidulante em algumas preparações.


Wafer (Bolacha wafer): Biscoito fino, leve, extremamente crocante e aerado, feito com massa líquida assada em ferro quente especial com placas padronizadas. Camadas de wafer são frequentemente intercaladas com recheios cremosos (chocolate, baunilha, avelã). Também usado triturado como elemento crocante em mousses, sorvetes ou como base de tortas. Textura delicada que derrete na boca.

Whipping cream: Termo em inglês para creme de leite fresco próprio para bater (geralmente 30-36% de gordura), que quando batido vigorosamente incorpora ar e forma chantilly com picos firmes. Versões com estabilizantes mantêm estrutura por mais tempo. Essencial para coberturas, recheios e decorações de bolos. Deve ser mantido refrigerado e batido gelado.


Xantana (Goma xantana): (Ver “Goma xantana” já detalhado anteriormente na letra G)

Xarope de Glucose (Glucose): (Ver “Glucose” já detalhado anteriormente na letra G)

Xarope de agave: Adoçante natural líquido extraído da seiva concentrada da planta agave (mesma usada para tequila), com sabor suave e neutro. É mais doce que o açúcar comum, possui índice glicêmico mais baixo (embora ainda alto em frutose) e dissolve-se facilmente. Usado como substituto de mel ou açúcar em diversas receitas de confeitaria, especialmente para públicos veganos.

Xarope de açúcar (Calda simples): Solução básica e versátil feita dissolvendo açúcar em água quente em proporções variadas (geralmente 1:1 ou 2:1 açúcar:água), fervida brevemente até dissolução completa. Usada como base para caldas aromatizadas para embeber bolos, preparar sorbets, adoçar bebidas, fazer caramelos, merengues italianos e inúmeras outras aplicações. Armazena-se refrigerado por semanas.

Xarope de bordo (Maple syrup): (Ver “Maple Syrup” já detalhado anteriormente na letra M)

Xarope de milho: Xarope doce e viscoso derivado do amido de milho, composto principalmente de glucose. Amplamente usado na indústria de confeitaria para evitar cristalização de caramelos e fondants, reter umidade em produtos assados, adicionar brilho a glacês e dar textura mastigável a doces. Disponível em versões clara e escura (com sabor de caramelo). Similar à glucose de confeitaria.

Xarope simples: (Ver “Xarope de açúcar” acima – são sinônimos)

Xilitol: Álcool de açúcar (poliol) natural encontrado em muitas frutas e vegetais, usado como substituto do açúcar com 40% menos calorias e menor impacto glicêmico. Possui doçura similar ao açúcar comum, aparência cristalina e efeito refrescante na boca. Usado em confeitos, gomas de mascar e confeitaria para diabéticos. Atenção: tóxico para cães.


Yema: Termo espanhol para gema de ovo, ingrediente fundamental em confeitaria. Também se refere a um doce filipino tradicional feito com gemas, leite condensado e limão, moldado em formato oval ou redondo e envolto em celofane colorido. Rico, doce e com textura cremosa que derrete na boca.

Yogurt: (Ver “Iogurte” já detalhado anteriormente na letra I – grafia em inglês)


Zabaglione (Sabayon): (Ver “Sabayon” já detalhado anteriormente na letra S – nome italiano do creme)

Zefir (Zephyr): Doce russo tradicional esponjoso e aerado, semelhante a marshmallow mas com textura mais delicada e sabor de frutas. Feito batendo purê de frutas (tradicionalmente maçã) com clara de ovo e açúcar, estabilizado com gelatina ou ágar-ágar, depois coberto com chocolate. Possui textura leve que se dissolve na boca e cores pastel suaves.

Zest (Raspas de cítricos): (Ver “Raspas” e “Raspar a casca de frutas cítricas” já detalhados anteriormente na letra R – termo em inglês)

Zester: Utensílio especializado de cozinha com pequenos furos afiados ou lâmina serrilhada usado especificamente para raspar e extrair apenas a camada externa colorida e aromática da casca de frutas cítricas (zest), evitando a parte branca amarga. Modelos incluem raladores planos com furos pequenos, zesters com lâmina curva que cria tiras longas, e raladores microplane que produzem raspas extremamente finas.

Zigzag: Técnica decorativa de confeitaria que envolve criar padrões em linha ondulada ou ziguezague com glacê, chocolate derretido, caramelo ou outras coberturas fluidas sobre superfície de bolos, tortas, biscoitos ou pratos. Feito com manga de confeitar, cornet de papel ou squeeze bottle, movimentando a mão rapidamente de um lado para outro enquanto aplica pressão constante.

Zimtsterne (Estrelas de canela): Biscoitos tradicionais alemães natalinos em forma de estrela, feitos com massa rica em amêndoas moídas, açúcar, claras de ovo e muita canela, cobertos com glacê branco de clara de ovo antes de assar. Possuem textura densa e mastigável (similar a macarons) e sabor intenso de canela e amêndoas. Decoração clássica de Natal na Alemanha e Suíça.

Zwieback: Biscoito alemão tradicional torrado duas vezes (nome significa “duas vezes assado”), resultando em textura extremamente crocante, seca e durável. Feito com massa de pão doce levemente adoçada, assada em formato de pão, fatiada e torrada novamente até dourar e secar completamente. Usado como base triturada para cheesecakes, tortas, ou consumido mergulhado em café/leite. Similar ao biscotti italiano.


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