Tem histórias que a gente ouve e pensa: “Isso não pode ser verdade.” A de Danielle Costa Neves, a Dani Formigueiro, é exatamente assim. Mas é real. Muito real. E começa com uma caixinha de pão de mel, um bairro de Belo Horizonte e muita vontade de mudar de vida.
Se você ainda não conhece a trajetória dela, prepare-se. Porque essa não é só a história de uma confeiteira de sucesso. É a história de uma mulher que, ao encontrar o próprio caminho, decidiu abrir esse caminho para outras 600 mil pessoas.
“O sucesso é a soma de pequenos esforços repetidos dia após dia.” — Robert Collier
Essa frase parece ter sido escrita pensando em alguém como a Dani. Uma mulher que não chegou aonde chegou por um golpe de sorte, mas por consistência, propósito e uma capacidade enorme de enxergar potencial onde outros só viam limitação.
Quem é Dani Formigueiro? Conheça a história por trás do nome
Antes de qualquer evento, de qualquer comunidade, de qualquer conquista, Danielle Neves foi simplesmente uma mulher em busca de independência. Ela trabalhou em casa lotérica, vendeu cosméticos, foi atendente e vendedora de eletrodomésticos em grandes redes varejistas. Uma trajetória que muita gente conhece bem — aquela vida de empregos que pagam as contas, mas não preenchem a alma.
Em 2001, ela tomou uma decisão que parecia arriscada na época: pediu demissão. Sem rede de segurança e sem um plano A definido, começou a fazer cestas de café. Depois migrou para caixas de bombons. E então, quase sem perceber, a confeitaria foi chegando como algo que fazia sentido de uma forma diferente de tudo que havia feito antes.
Foi nesse período que ganhou o apelido pelo qual é conhecida até hoje: Dani Formigueiro. O nome vem da formiga — aquele inseto que trabalha com constância, carrega muito mais do que parece aguentar, e constrói algo grande devagar. Não podia ser mais apropriado.
Os primeiros passos: de porta em porta com o pão de mel
Quem nunca ouviu aquela frase “todo começo é difícil” que atire a primeira pedra. No caso da Dani, o começo foi literal: ela ia de porta em porta, bairro por bairro, vendendo pão de mel. Sem loja, sem delivery, sem Instagram. Apenas ela, o produto e a conversa com o cliente.
Mas foi exatamente nessa fase que ela entendeu algo que muitas confeiteiras demoram anos para perceber: a confeitaria não é só técnica. É relacionamento. É confiança. É a alegria no rosto de quem recebe aquele docinho no dia certo.
Com o tempo, a clientela foi crescendo. Os pedidos foram aumentando. E Dani foi aperfeiçoando tanto as receitas quanto a forma de se organizar e vender. Quando percebeu que a confeitaria realmente funcionava para ela, teve um pensamento quase imediato: queria compartilhar isso com outras mulheres.
Cursos gratuitos em comunidades: a semente do que viria depois
Antes das redes sociais, antes do Facebook, antes de qualquer plataforma digital, Dani já ensinava de graça. Ela dava cursos em comunidades da capital mineira — às vezes com 50 alunas espremidas num espaço pequeno, sem estrutura, mas com muita vontade de aprender.
Aquilo não era estratégia de marketing. Era genuíno. Era uma mulher que tinha encontrado algo que transformou a vida dela e não conseguia guardar só para si. Essa característica, aliás, é o fio condutor de toda a trajetória da Dani: o que ela constrói, ela constrói junto com outras pessoas.
2016: O nascimento do Empreendendo no Lar
Se há um ano divisor de águas na história da Dani Formigueiro, esse ano é 2016. Foi quando ela decidiu levar o que fazia presencialmente para as redes sociais — ensinando receitas, compartilhando dicas de vendas e, principalmente, mostrando que era possível construir uma renda real a partir da cozinha de casa.
Em agosto daquele ano, criou o grupo “Empreendendo no Lar” no Facebook. A proposta era simples: despertar, encorajar e capacitar mulheres que queriam empreender através da confeitaria artesanal. O que aconteceu a seguir surpreendeu até ela.
Em dezembro — apenas 4 meses depois — o grupo já tinha 60 mil membros.
Sessenta mil. Em quatro meses. Sem anúncio pago, sem grande campanha. Só conteúdo genuíno e uma proposta que tocava num ponto que muita mulher estava esperando alguém falar: você pode fazer disso um negócio real.
- Agosto de 2016: fundação do grupo Empreendendo no Lar no Facebook
- Dezembro de 2016: 60 mil membros na comunidade
- 2026: 240 mil membros ativos em todo o Brasil
Esses números não são pequenos. São o retrato de uma necessidade real que estava lá, esperando alguém com credibilidade e coragem de atendê-la.
Uma comunidade construída sobre três pilares
O Empreendendo no Lar não cresceu por acidente. A proposta estava estruturada sobre bases sólidas: impacto social, geração de renda e economia criativa. Três pilares que, juntos, formam algo muito maior do que um grupo de confeiteiras trocando receitas.
O impacto social vem do empoderamento — quando uma mulher encontra autonomia financeira, toda a família se beneficia. A geração de renda é concreta: não é promessa vaga, é técnica aplicável, é precificação ensinada, é estratégia de venda que funciona. E a economia criativa é o reconhecimento de que o que essas mulheres fazem tem valor artístico, cultural e econômico — não é “só fazer bolo em casa”.
2017: O Confeitar Minas e o salto para algo ainda maior
Com uma comunidade vibrante e crescente, o passo seguinte foi natural: reunir essas mulheres presencialmente. Em 2017, nasceu a primeira edição do Confeitar Minas — um evento que colocou confeiteiras, empreendedoras e especialistas no mesmo espaço para aprender, trocar e se inspirar.
O formato que a Dani escolheu desde o início foi diferente dos eventos técnicos tradicionais. Em vez de focar apenas em receitas e técnicas, o evento misturou conteúdo prático com gestão de negócios, marketing, vendas e empreendedorismo. A pergunta que guiava tudo era: como essa mulher pode, de fato, viver disso?
Edição após edição, o evento foi crescendo. O que começou como um encontro regional foi ganhando participantes de outros estados. O nome que definia o evento já não cabia mais: era maior que Minas. Era Brasil.
De Confeitar Minas a Confeitar Brasil: uma virada histórica
Em 2026, comemorando exatamente 10 anos do movimento Empreendendo no Lar, o evento ganhou o nome que já descrevia o que era na prática: Confeitar Brasil. A edição desse ano aconteceu nos dias 3, 4 e 5 de março no Expominas, em Belo Horizonte, e reuniu 15 mil pessoas.
Quinze mil pessoas em três dias. Com mais de 200 horas de conteúdo distribuídas em 7 arenas temáticas. Com concursos, feiras de expositores, aulas práticas e palestras que iam de técnicas de chocolate até estratégias de marketing digital. Um evento que movimentou cerca de R$ 30 milhões na economia local da cidade.
Do pão de mel vendido de porta em porta até um evento com esse porte. Vinte e cinco anos de história que a Dani construiu com consistência, sem atalhos e sempre com o foco em ajudar quem estava ao redor.
600 mil vidas impactadas: o legado de uma trajetória
Esse número é o que mais impressiona quando você olha para a trajetória da Dani Formigueiro. Não é faturamento, não é número de seguidores, não é cobertura da mídia. São 600 mil vidas que, de alguma forma, foram tocadas por esse movimento ao longo de uma década.
Mulheres que abandonaram empregos que as deixavam insatisfeitas. Mulheres que encontraram uma saída da vulnerabilidade financeira. Mulheres que descobriram que o talento que tinham na cozinha podia ser transformado em negócio sustentável. Mulheres que inspiraram outras mulheres — e assim o ciclo foi se multiplicando.
| Ano | Marco |
|---|---|
| 2001 | Início na confeitaria, vendendo pão de mel de porta em porta |
| 2016 | Criação do grupo Empreendendo no Lar no Facebook (60 mil membros em 4 meses) |
| 2017 | Primeira edição do Confeitar Minas |
| 2024 | Congresso Confeitar em BH reúne 6 mil participantes |
| 2026 | Confeitar Brasil celebra 10 anos do movimento com 15 mil pessoas no Expominas |
Reconhecimento e parcerias institucionais
A trajetória da Dani não passou despercebida. O trabalho dela tem apoio institucional da CEMIG por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais, além de parcerias com organizações como o SENAI e o AMIPÃO. O Confeitar Brasil conta com patrocínio de grandes marcas do setor e com o apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais.
Esses não são detalhes menores. Quando uma empresa como a CEMIG apoia um projeto, é porque ele tem credibilidade e impacto comprovados. Não é hype. É resultado concreto.
O que faz da Dani Formigueiro uma referência nacional
Existem muitos profissionais talentosos na confeitaria brasileira. Mas o que coloca a Dani numa posição diferente não é só a técnica — é a visão. Ela entendeu, muito antes de muita gente, que o mercado de confeitaria artesanal era imenso e que as mulheres que trabalhavam nele precisavam de mais do que receitas: precisavam de gestão, de precificação, de marketing e, principalmente, de acreditar que aquilo podia ser levado a sério.
Dani Formigueiro é hoje reconhecida como referência nacional no fortalecimento do empreendedorismo feminino no lar, na economia criativa e na transformação social pela gastronomia. Não por autodeclaração — por um histórico de 25 anos construído tijolo por tijolo, evento por evento, aluna por aluna.
Você pode acompanhar o trabalho dela no Instagram e Facebook como @daniformigueiro. E se quiser saber mais sobre os cursos e mentorias que ela oferece, acesse o perfil completo da Dani Formigueiro para conhecer todas as possibilidades de aprendizado disponíveis.
Por que a história da Dani Formigueiro importa para você
Se você chegou até aqui, provavelmente tem alguma ligação com a confeitaria. Talvez esteja começando agora. Talvez já trabalhe com isso e queira crescer. Ou talvez esteja só curiosa sobre essa mulher que construiu algo tão grande a partir de algo tão simples.
Independente do motivo, a história da Dani tem algo a oferecer para cada um desses perfis. Para quem está começando, é a prova de que não existe momento perfeito para dar o primeiro passo. Para quem já atua na área, é o exemplo de que profissionalizar o negócio é o que separa quem fica no amadorismo de quem vai longe. E para quem só quer se inspirar, é uma história boa de verdade — do tipo que a gente guarda na memória e conta para as amigas.
A mensagem que Dani repete sempre é: “Acredito que toda mulher tem potencial para ser protagonista da própria história.” E olhando para tudo que ela construiu, fica difícil discordar.
Agora é com VOCÊ! E gratidão por visitar o Portal Melhor da Confeitaria!
